Vereador Carlos Silva justifica seu voto contrário ao parcelamento da dívida da prefeitura com o IMPAR e questiona: ‘Para onde foi o dinheiro?’

Na tarde da última segunda-feira, 06 de novembro de 2017, o vereador Carlos Silva (PSDC), que também é funcionário do INSS, mais uma vez agiu em defesa dos interesses dos cidadãos araguainenses, dessa vez em especial os servidores públicos municipais.

O parlamentar votou contrário na 1ª votação do projeto de Lei nº 49/2017, de autoria do executivo municipal, que dispõe sobre o parcelamento de débitos do município de Araguaína com seu Regime Próprio de Previdência Social – RPPS.

O vereador manifestou-se contrário ao projeto por não apresentar, em sua opinião, vantagens para os servidores e, por não concordar com essa prática, de parcelamentos e reparcelamentos, que vem sendo realizada de forma reiterada, há certo tempo, entre o Executivo Municipal e o IMPAR – Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Araguaína.

“A situação leva-nos a questionar a segurança financeira dessa negociação, no tocante a efetivação dos pagamentos, da forma que estão propostos no projeto de lei, entre outros motivos, pela reincidência dessa prática e por depender de pelo menos mais quatro gestões futuras”, diz Carlos Silva.

De todos os vereadores que estavam presentes na sessão, Carlos Silva foi o único que deu seu voto contra o projeto. O parlamentar questionou sobre o destino do dinheiro que teve outros fins . “Se não foi repassado, o que foi feito desse dinheiro? qual foi a aplicação do dinheiro?”, questiona  Carlos Silva.

Carlos Silva afirma que não está tentando dificultar o andamento da gestão, mas apenas fazendo seu papel de vereador, procurando informações concretas que justifiquem o resultado da má situação, por fim, esclarecer e manter a sociedade bem informada sobre o assunto. Ainda segundo ele, da forma como está, não há nenhuma vantagem para os servidores municipais.

O projeto foi aprovado já em 3ª votação na sessão extraordinária da última terça-feira (07) e, agora segue para a sanção do prefeito Ronaldo Dimas.

Entenda

A prefeitura de Araguaína enviou à câmara municipal, o projeto de Lei que que parcela em 200 vezes (mais de 16 anos), uma dívida que vem se acumulando mediante ao Instituto, ocasionada pelas irregularidades nos repasses.

A dívida da prefeitura com o Instituto gira em torno de R$ 104 milhões de reais e, a prefeitura entende que nesse momento, o único jeito de tentar normalizar a situação é com a proposta em andamento (parcelamento de todas as dívidas).

O vídeo abaixo, mostra momentos da sessão realizada no último dia 06 de novembro;

Recentemente uma auditoria realizada pelo Ministério da Previdência Social encontrou diversas irregularidades praticadas entre 2011 e 2015 no Instituto (Impar). Durante esse período, o repasse das contribuições foi feito de forma irregular e, segundo o Ministério Público Estadual, houve um prejuízo superior a R$ 28 milhões.

Uma ação por improbidade administrativa foi aberta pelo Ministério Público contra o prefeito Ronaldo Dimas (PR) e o ex-prefeito Valuar Barros. Também são citados o atual presidente do Impar, Carlos Murad e os dois ex-presidentes anteriores, João Pedro Miranda dos Reis e Olyntho Garcia de Oliveira Neto.

A promotoria de justiça pediu a perda da função pública dos envolvidos, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa.

 

 

 

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