Vereadora Silvinia solicita pintura da faixas de pedestres em várias ruas da cidade

Essa é uma ação que tem que ser contínua, visando promover um melhor ordenamento no trânsito, contribuindo para a segurança dos motoristas e pedestres.

A vereadora Silvínia de Sousa Pires (PT) solicita pintura de faixas de pedestres em diversas ruas de Araguaína. As ruas solicitadas ao Agência Municipal de Segurança, Transporte e Trânsito – ASTT foram:

Av. Marginal Neblina, esquina com Av. José de Brito no Centro.
Av. Castelo Branco, esquina com a Rua 1° de Janeiro, próximo à Praça das Bandeiras no Centro.
Rua Dom Orione, esquina com a Rua 13 de Maio, próximo ao Hospital e Maternidade Dom Orione no Centro.
Rua Gaúcha, esquina com a Rua Ademar Vicente Ferreira, próximo à Agência dos Correios no Centro.

As solicitações foram formalizadas através de requerimentos aprovados na Câmara Municipal.

Respeito à sinalização contribui para um trânsito melhor

No início de 2017, Brasília completou duas décadas de uso da faixa de segurança. Até 1º de abril de 1997, a ferramenta simplesmente não fazia parte do dia a dia da Capital Federal, com suas largas avenidas e quadras gigantescas. Na época, motoristas e pedestres adotaram a novidade e construíram uma cultura de respeito. Além da fiscalização, ficou famoso o gesto na hora de cruzar uma via, pedindo para o veículo parar. A campanha fez o índice de atropelamentos com vítimas fatais cair de 43,6% para 33,7% na primeira temporada e tornou-se um exemplo a ser seguido em outros lugares.

Segundo um estudo de 2012 do Datasus, o departamento de informática do Sistema Único de Saúde (SUS), cerca de 8.800 pessoas morrem por ano no Brasil por causa de atropelamentos, mostrando a importância de conscientizar a população sobre a questão da segurança no trânsito. E reforçar a necessidade do uso correto da faixa de pedestre é essencial nesse cenário, promovendo a prudência e o respeito mútuo. Não basta fiscalizar e aplicar multas. A gentileza é uma causa que precisa ser abraçada por todos.

Além de Brasília, experiências positivas melhoraram bastante a relação motorista-pedestre em cidades como Gramado e Ijuí, no Rio Grande do Sul, Tangará da Serra, no Mato Grosso, e Caraguatatuba, no litoral de São Paulo. Nos últimos anos, o respeito à faixa também aumentou na capital paulista. Mas o mais complicado das campanhas educacionais é a sua continuidade. Ainda hoje é difícil encontrar um motorista que observe a preferência em sinalizações de travessia localizadas, por exemplo, fora de cruzamentos, no meio de um quarteirão.

Você sabia que a prioridade é sempre do pedestre?

Criada para delimitar a área da pista na qual se deve fazer a travessia, a faixa tem poder regulamentador próprio, previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que estabelece a prioridade dos pedestres em relação aos veículos. Mas há exceção: se o local for sinalizado com semáforo, é o verde que determina o controle de passagem. O artigo 69 também diz que, na ausência de sinalização específica, as pessoas devem atravessar na continuidade do passeio, junto às esquinas, para que os motoristas possam vê-las facilmente. Nesse caso, porém, não podem obstruir trânsito de veículos. Tudo uma questão de bom senso.

A faixa integra a sinalização horizontal, ou seja, tudo que for demarcado sobre o pavimento com a função de organizar o fluxo de veículos e pedestres. Se, por um lado, ela presta informações ao condutor sem desviar a atenção dele (como ocorre com as placas), por outro, dura pouco tempo e demanda manutenção mais constante. E a visibilidade pode estar prejudicada, por exemplo, sob chuva ou durante um grande congestionamento. Aplicada a frio com 0,4 milímetros de espessura, a tinta dura cerca de um ano, aguentando um fluxo diário de dois mil veículos.

O tipo mais comum é o chamado zebrado, com linhas paralelas de 0,40 metros de largura, separadas por espaço de 0,60 metros. A travessia de cada trecho varia de três a seis metros (recomendam-se quatro metros na maior parte dos casos). A ideia é concentrar os pedestres, oferecendo sempre o caminho mais curto e seguro e permitindo ao motorista uma boa visão do ponto de travessia. Essa sinalização obedece a uma série de critérios. Se há uma faixa, imagina-se que engenheiros detectaram sua necessidade. Em geral, é um ponto no qual muita gente atravessar e o tempo de espera ultrapassa um minuto. Ou que oferece riscos de acidente.

Localizações estratégicas

Após vistoriar as condições do tráfego local para inclusão das faixas de pedestre, o técnico também faz um levantamento, detectando a existência de escola, clube, igreja, centro comercial, indústria, hospital, ponto de ônibus ou estação de metrô, tudo que possa gerar fluxo de pessoas a pé. Ele também detalha as características físicas e geométricas da área. Ao realizar o projeto, já estudou o lugar para melhor posicionar a travessia e verifi cou se é preciso incluir sinalizações complementares e até um semáforo. Mas tudo isso só funciona com a colaboração dos usuários.

A compreensão plena do Código de Trânsito Brasileiro evita muita dor de cabeça, além de uma multa pesada, caso o motorista não respeite a prioridade do pedestre já na faixa – infração gravíssima, implica na perda de sete pontos na carteira. Da mesma forma, está prevista em lei que, mesmo se o sinal abrir para os carros, o pedestre deve poder concluir a travessia se já estiver no meio da rua. Quem estiver a pé, apesar de ainda não haver um sistema efi caz para fscalizar isso, também deve se policiar para não cruzar fora da área segura. Perdem-se segundos, ganha-se centenas de vidas e um trânsito menos estressante.

 

 

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Acesso em 11/12/2018 20:19.
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