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Mídia nacional – Eduardo Siqueira é citado como recebedor de US$ 24,750 milhões da Odebrecht em 2011 e 2012

 

A Odebrecht entregou à Lava Jato planilhas e extratos que, segundo a empresa, comprovam pagamentos ao PMDB e ao PT, de 2010 a 2012. O material já está com o Ministério Público.
Parte da propina é relativa aos US$ 40 milhões que teriam sido divididos na proporção de 4% para o PMDB e 1% para o PT. E ainda existem US$ 25 milhões em outras propinas, que não foram detalhadas.

A informação foi publicada neste sábado (22) pelo jornal Folha de S. Paulo. E confirmada pela TV Globo.

Os extratos foram apresentados, segundo os delatores da Odebrecht, como provas do pagamento de propina ao PMDB e PT por causa de um contrato de prestação de serviços da diretoria internacional da Petrobras, o PAC SMS, que previa a manutenção de unidades da estatal no exterior e tinha uma previsão inicial de orçamento que superava os US$ 800 milhões.

Entre os documentos, há uma planilha com vários registros de pagamentos, inclusive em contas no exterior. São 70 pagamentos que vão de US$ 256 mil a US$ 3 milhões. As planilhas somam US$ 65 milhões que foram repassados a seis codinomes entre 2010 e 2012.

Entre eles, “Ferrari” e “Drácula”, que seriam, segundo delatores, o ex-senador petista Delcídio do Amaral e o atual senador pelo PT Humberto Costa. E “Camponês”, que segundo a reportagem da Folha de S. Paulo é o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Também é citado o codinome “Acelerado”. Em outro documento entregue pelo executivo da Odebrecht Benedito Junior, há menção ao codinome “Acelerado”. O nome do político associado é de Eduardo Siqueira Campos, filho do ex-governador de Tocantins pelo PSDB, José Wilson Siqueira Campos.

Também são citados os codinomes “Mestre” e “Tremito”. Na relação dos documentos já divulgados sobre esse caso não existem políticos relacionados a esses dois nomes. Mas tudo indica que sejam do PMDB. O nome dos políticos pode estar no material que ainda está sob sigilo, para não atrapalhar as investigações.

O maior repasse foi para o codinome “Acelerado”, que recebeu em 2011 e 2012, US$ 24,750 milhões. E “Tremito”, com US$ 19 milhões. Para distribuir esse dinheiro, a Odebrecht usou empresas em paraísos fiscais e entregas em dinheiro vivo no Brasil.

Em seu depoimento, Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial, disse que participaram dessa negociação outro executivo da Odebrecht, Rogério Araújo, e o lobista João Augusto Henriques, que era uma espécie de intermediário entre a construtora e o PMDB. A propina foi de US$ 40 milhões, que correspondia a 5% do valor do contrato, que seria 4% para o PMDB (US$ 32 milhões) e 1% para o PT (US$ 8 milhões).

Segundo Márcio Faria, foi preciso marcar uma segunda reunião. Dessa vez, com políticos do PMDB, incluindo Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e o então vice-presidente Michel Temer. O delator afirma que esse encontro era para demonstrar que os dois deputados tinham a confiança de Temer. E segundo o delator, ninguém falou em valores nesse encontro.

Quando os depoimentos dos delatores foram divulgados, o presidente Michel Temer usou as redes sociais e negou que tenha negociado propina.

Esses documentos foram anexados ao inquérito que investiga o senador Humberto Costa, no Supremo Tribunal Federal, por suspeita de também ter se beneficiado dos desvios nesse contrato. Essas provas – apresentadas agora – vão servir para reforçar a investigação e apontar novos caminhos para o esclarecimento do caso.

O procurador-geral da República não pediu a abertura de inquérito em relação ao presidente Michel Temer, porque, enquanto estiver no cargo, ele tem imunidade temporária, não pode ser investigado por atos que aconteceram quando ele estava em outra função.

A defesa de Eduardo Cunha disse que a acusação é inventada e que não há provas contra o ex-deputado. O advogado de Henrique Eduardo Alves declarou que o cliente não estava na reunião e que jamais tratou do assunto.

A assessoria de Delcídio do Amaral declarou que tudo já foi esclarecido no acordo de colaboração.

O senador Humberto Costa disse que desconhece qualquer associação do nome dele a apelidos atribuídos pela Odebrecht e que não recebeu contribuição da empresa para a campanha ao Senado.

Nós não conseguimos contato com João Augusto Henriques e nem com o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos.

O PT não quis se manifestar. E nós não tivemos resposta do PMDB.

Font: Globo – Jornal Nacional

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