Primeira atleta transexual a atuar na Superliga feminina no Brasil é do Tocantins

Envolvida na polêmica mais falada do momento, em razão de ser a primeira atleta transexual a atuar na Superliga feminina no Brasil, a elite do vôlei brasileiro, a jogadora de voleibol Tifanny, do Bauru, é natural da cidade de Paraíso do Tocantins. Tifanny  nasceu em Paraíso, em 1984 quando o estado  ainda pertencia ao Norte Goiano.

Quando completou cinco meses, a mãe mudou-se para a cidade de Conceição do Araguaia (PA) e de lá seguiu seu destino. Praticava vôlei na escola quando acabou convidada para integrar um time local, aos 17 anos. Neste domingo, a Rede Globo/TV Anhanguera, no programa Esporte Espetacular mostrou a trajetória de Tiffany e toda polêmica que cerca seu nome. No passado, Tifanny tinha seu nome de batismo de Rodrigo Pereira de Abreu, onde hoje faz questão de omitir. Mas antes se tornar a atleta transexual a atuar no Brasil chegou a atuar na Superliga masculina e em clubes europeus, além da liga portuguesa, por Indonésia, Espanha, França, Holanda e Bélgica.

Ainda com o primeiro nome de registro, defendeu o Juiz de Fora e Foz do Iguaçu na Superliga masculina b.  Após ter completado a mudança de sexo quando representava o JTV Dero Zele-Berlare (da segunda liga belga), recebeu permissão da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) para competir em jogos  femininos.

Hoje Tifanny defende o time de Bauru, no interior de São Paulo. Em cinco jogos pleo Bauru, foram 115 pontos. Média de 23 por partida, um desempenho superior ao da oposta Tandara, do Osasco e da Seleção Brasileira, maior pontuadora da competição com média de 20 pontos. Isso acabou provocando a polêmica  de técnicos e jogadoras dizendo que Tifanny leva vantagem sobre as demais jogadoras.

Permissão

Desde 2003, o Comitê Olímpico Internacional permite a participação de transexuais nos Jogos. As regras foram flexibilizadas em 2016, excluindo a obrigatoriedade de cirurgia, por exemplo. Na competição, homens que mudaram de sexo devem exibir nível de testosterona abaixo de 10 (normalmente, ele varia entre 30 e 90).Tifanny diz “ dentro das quadras somos todas iguais”.

Jornal do Tocantins

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Acesso em 20/05/2018 10:42.
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