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Araguaína inicia encoleiramento de cães para reforçar combate ao calazar

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Araguaína deu início à ação de encoleiramento de cães na cidade. O objetivo é fortalecer as estratégias de vigilância e controle da leishmaniose visceral ou calazar como é popularmente conhecido, com foco na redução da taxa de incidência da doença e da mortalidade.

“Araguaína foi uma das primeiras cidades do país a passar pelo projeto-piloto de encoleiramento de cães do Ministério da Saúde. Agora, já com projeto em execução, novamente, nosso Município está inserido. Começamos neste mês, as visitas nos bairros para entrega gratuita das coleiras”, explicou o superintendente da Vigilância em Saúde, Eduardo Freitas.

As coleiras impregnadas com deltametrina a 4%, princípio ativo repelente e inseticida são recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma das principais formas de controle da doença, controle do mosquito transmissor do calazar, moscas e como auxiliar no controle de carrapatos e pulgas.

Por bairros

O material está sendo entregue pelos agentes de combate a endemias em 24 bairros da cidade com maior incidência de casos de leishmaniose visceral, entre eles estão os setores, Parque Bom Viver, Barros, Costa Esmeralda, Maracanã, Primavera Norte, Boa Vista e outros. A meta do CCZ é encoleirar 7.217 cães.

“Foi feita uma estratificação epidemiológica em todos os bairros do município de Araguaína, avaliando a frequência e incidência de casos de leishmaniose visceral canina, assim obtivemos a lista das áreas prioritárias. Pedimos a colaboração da população que receba nos agentes que estão devidamente identificados e que contribuam com o trabalho”, concluiu o superintendente.

Além do encoleiramento, será realizado também a coleta de sangue do animal para exame de leishmaniose visceral canina.

Casos da doença

Segundo dados do Centro de Controle de Zoonoses, em 2021 foram registrados 16 casos e uma morte por calazar. Este ano, até o momento, quatro novos casos já foram registrados.

“A positividade da doença em cães está aumentando a cada ano, e são os casos caninos que precedem os casos humanos, portanto existe o grande risco de ocorrer um aumento dos casos em pessoas. Ano passado tivemos 52% de positividade para leishmaniose visceral canina e por isso pedimos que a população colabore com o trabalho que estamos realizado”, explicou a médica veterinária responsável pelo Programa Municipal de Vigilância e Controle das Leishmanioses, Ketren Carvalho.

Saiba mais

Leishmaniose visceral é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar a óbito até 90% dos casos. É transmitida ao homem pela picada de fêmeas do inseto vetor infectado, denominado flebotomíneo e conhecido popularmente como mosquito palha, asa-dura, tatuquiras e birigui. No Brasil, a principal espécie responsável pela transmissão é a Lutzomyia longipalpis. 

No ambiente urbano, o cão é a principal fonte de infecção para o vetor, podendo desenvolver os sintomas da doença, que são: emagrecimento, queda de pêlos, crescimento e deformação das unhas, paralisia de membros posteriores, desnutrição, entre outros.

Ascom

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