Delegado afirma que vice-prefeito ofereceu o dobro do valor para que pistoleiro terminasse o serviço

Delegado afirma que o político ofereceu o dobro do valor para que pistoleiro fizesse outro ataque quando o prefeito deixasse o hospital. Elson Lino de Aguiar (MDB) sobreviveu após levar tiro na cabeça.

O vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PRB), teria encomendando um novo ataque ao prefeito da cidade Elson Lino de Aguiar (MDB) antes de ser preso. A informação é do delegado Leandro Risi, que coordenou a investigação. Segundo ele, desta ver Leitão ofereceu o dobro do valor ao pistoleiro para que o serviço fosse concluído.

Em entrevista à TV Anhanguera, Risi informou que o primeiro atentando foi encomendado por R$ 4 mil ainda em 2018, mas os pistoleiros não chegaram a ir até a cidade. No segundo ataque, desta quarta, o pagamento combinado seria de R$ 10 mil. “Quando viram que o prefeito não tinha morrido, ele prometeu então R$ 20 mil para que eles voltassem e terminassem a tarefa após ele sair do hospital”, disse o delegado.

Ainda de acordo com Risi, o crime teria sido motivado por conflitos na distribuição de propinas. “Em principio, por uma divisão de recursos advindos de fraudes em licitações na prefeitura de novo acordo”, afirmouo delegado. O prefeito teria se recusado a repassar R$ 800 mil para o vice.

O caso

O prefeito de Novo Acordo, Elson Lino de Aguiar (MDB), de 59 anos, foi baleado na cabeça ao sofrer o atentado na tarde desta quarta. A família informou que o ele estava sozinho dentro de casa quando tudo aconteceu.

O imóvel não é murado e a porta da sala estava destrancada. O atirador entrou e abriu fogo contra o prefeito dentro do quarto dele. O gestor conseguiu chegar até a parte de fora, onde pediu socorro.

Três suspeitos de envolvimento na tentativa de homicídio foram presos em flagrante na manhã desta quinta: Leto Moura Leitão Filho, vice-prefeito de Novo Acordo; o empresário Paulo Henrique Sousa; e Gustavo Araújo da Silva, que seria o autor dos disparos. Eles foram detidos pela Polícia Civil e levados à Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Palmas.

Após terminarem os depoimentos, eles devem ser levados para a Casa de Prisão Provisória de Palmas.

G1/TO

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Acesso em 25/06/2019 02:43.
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