GS NOTÍCIAS – Portal Gilberto Silva
Tocantins

Ministra relatora é contra processo de cassação de Marcelo Miranda e Luiz Fux pede vista

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu início, na noite desta terça-feira, 28, ao julgamento do recurso ordinário interposto pelo Ministério Público Eleitoral, a pedido das coligações encabeçadas por Sandoval Cardoso e Ataídes de Oliveira nas eleições de 2014, contra a chapa de Marcelo Miranda e Cláudia Lelis.

Em um julgamento que durou mais de uma hora, a ministra relatora Luciana Lossio proferiu o seu voto considerando não haver provas robustas que liguem o dinheiro apreendido no caso que ficou conhecido como “Avião da Piracanjuba” com a campanha eleitoral de Marcelo Miranda e Cláudia Lélis. Por isso, segundo ela, não existem comprovação que interrompam a manutenção da decisão da eleição.

Em seu relatório a ministra destacou que as provas demonstram que existe fragilidade nos depoimentos dos envolvidos, já que o próprio delegado envolvido no caso afirmou que percebeu que os empresários presos no dia 18 de setembro com R$ 500 mil em um avião ligaram o dinheiro ao candidato Marcelo Miranda por orientação dos advogados. “Eles tinham a intenção de se livrar mais rápido da prisão”, afirmou.

Luciana Lóssio afirmou que os dois votos a favor da cassação do diploma da coligação obtidos no Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins tiveram como base uma conversa feita pelo aplicativo whatsapp que foi obtida após perícia determinada pela autoridade policial. “Essa prova é ilícita, porque em tempos modernos o celular tem uma função diferente e seus dados só podem ser obtidos com autorização judicial, o que não foi feito”, disse.

O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Luiz Fux que disse não ter conhecimento do processo e pediu mais prazo para análise.

A ação de investigação judicial eleitoral versa sobre abuso de poder econômico, abuso político e de autoridade, captação ou gastos ilícitos de recursos financeiros de campanha eleitoral para os cargos de governador e vice-governadora, respectivamente.

Segundo a argumentação, o pedido de cassação foi feito com base na apreensão de cerca de R$ 500 mil, em notas miúdas, e materiais de campanha em um avião na cidade de Piracanjuba, Goiás. O MP Público aponta que o valor total era de R$ 1,5 milhão, parte dele depositado em contas de laranjas, e que teria como destino a campanha de Marcelo.

Portal Stylo

Postagens relacionadas

Tocantins – Polícia Civil prende o ex-prefeito de Monte Santos – Na casa dele foram encontrados vários objetos que possivelmente faziam parte do acervo municipal

Gilberto Silva

Tocantins – Bombeiros retomam buscas por idosa que desapareceu em rio ao tentar salvar neta; Criança morreu

Gilberto Silva

‘Quase morro quando vi’, diz mãe de criança atropelada por policial

Gilberto Silva

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia Mais

Política de Privacidade e Cookies