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Tocantins

Polícia Civil faz reprodução simulada de homicídio qualificado praticado na zona rural que vitimou homem de

A Polícia Civil do Tocantins (PC-TO) realizou nesta sexta-feira, 08, na zona rural de Paraíso do Tocantins, a reprodução simulada de um crime de homicídio e ocultação de cadáver que vitimou Rogério Gomes Luvizotto, de 41 anos.

O corpo da vítima, que estava desaparecida desde o mês de novembro de 2019, foi localizado as margens de uma estrada vicinal na zona rural da cidade de Monte Santo-TO, já em estado esquelético, no mês de janeiro, sendo que, na última sexta-feira 1º, a PC-TO, efetuou as prisões de dois homens suspeitos de serem os autores do crime.

As ações da Polícia Civil foram coordenadas pelo delegado-chefe da 6ª Divisão de Combate ao Crime Organizado (6ª DEIC), Antônio Onofre Oliveira da Silva Filho, responsável pelo caso, e também por uma equipe de perícia do Núcleo de Criminalística de Paraíso do Tocantins.

Os trabalhos periciais tiveram início às 10h, após realização de entrevistas individuais com os envolvidos, onde foi planejado o roteiro da reprodução simulada, visando reconstruir os fatos criminosos.

Em seguida, as equipes foram até o local, situado a cerca de 10 km de Paraíso, na rodovia que liga a cidade ao município de Monte Santo, onde funcionava o restaurante onde a vítima trabalhava e foi morta. A reprodução simulada foi realizada pelo delegado Antônio Onofre e teve a finalidade de confrontar as versões apresentadas pelos supostos autores do crime com as provas colhidas durante a investigação e os laudos que fazem parte do inquérito policial.

Foto: Luiz de Castro

Durante aproximadamente cinco horas, os dois suspeitos apontados como os autores do crime, e que aceitaram participar da reprodução, forneceram detalhes de como os fatos ocorreram, os quais resultaram na morte da vítima, que, inicialmente, foi atingida no próprio restaurante por um golpe de barra de ferro na cabeça.

Após ficar inconsciente, Rogério Luvizotto foi colocado na caçamba de uma camionete e levado até um local, a cerca de 10km do restaurante onde teve o corpo desovado. No local da desova, a vítima teve a cabeça esmagada por pedradas efetuadas pelos autores, fato este que culminou em sua morte, já que ao ser transportada para o local, a vítima se contorcia de dor e clamava por ajuda.

Foto: Luiz de Castro

As investigações da 6ª DEIC apontaram que na noite do dia do crime, os autores voltaram ao local onde o corpo estava e atearam fogo ao mesmo, após colocar vários pneus por cima do cadáver. Além de ouvir os dois investigados, o delegado e a equipe de perícia reproduziram ainda as versões contadas por duas testemunhas que também estavam no local dos fatos e puderam contribuir para a total elucidação do crime.

Segundo o delegado Antônio Onofre, a reprodução simulada dos fatos foi realizada visando dirimir eventuais dúvidas surgidas durante as investigações, tendo em vista que os suspeitos apresentaram versões diferentes para os eventos que culminaram na morte da vítima Rogério Gomes.

Foto: Luiz de Castro

Dessa forma, por meio do trabalho pericial foi possível obter novos elementos que irão subsidiar aas investigações que já se encontram em estágio final de conclusão. O delegado também afirma que existe a possibilidade de participação de outra pessoa no crime revelada pela diligência, fato que já está sendo apurado.

De acordo com delegado Antônio Onofre, a reprodução simulada produziu um resultado satisfatório e reforçou ainda mais os elementos de participação dos dois principais envolvidos no crime. Por meio da ação, foi possível estabelecer toda a dinâmica de como se deram os fatos, bem como a real participação de cada um dos envolvidos.

“Apesar de somente um dos autores ter confessado a prática do crime, todos os elementos colhidos hoje durante a reprodução simulada apontam para a efetiva participação ativa do dono do restaurante em todos os atos que levaram à morte da vítima”, disse o delegado.

Se condenados pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, os dois principais suspeitos podem pegar uma pena de reclusão de mais de 30 anos. A ação também teve o apoio de policiais penais de Paraíso do Tocantins

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