Tocantins – Justiça nega prisão de homem após ele tentar matar companheira a facadas no pescoço

Segundo a Polícia Civil, Sávio Batista da Silva, 18 anos, teria tentado matar no dia 20 de outubro a adolescente deixando-a com grave lesão medular. Em 2016, quando Sávio era adolescente ele teria praticado um crime idêntico por ciúmes.

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da delegacia de Cariri, após investigações que apontaram a autoria de crime de tentativa de homicídio qualificado ocorrido no dia 20 de outubro deste ano em Cariri, representou pela prisão preventiva de Savio Batista da Silva, 18 anos, o qual teria tentado contra a vida de sua companheira, a adolescente S.C.O,  atingida por três facadas no pescoço, com grave lesão medular, correndo risco de ficar paralítica, segundo boletins médicos.

Segundo apontamentos do inquérito, o crime foi praticado por ciúmes e o autor teria realizado fato idêntico no ano de 2016 quando ainda era adolescente contra outra vítima que mantinha relacionamento, desferindo  contra a jovem três facadas que também lhe atingiram o pescoço.

O pedido de prisão teve parecer favorável do Ministério Público. O juíz  do Tribunal do Júri  de Gurupi, entendeu que a conduta anterior não poderia ser levada em consideração para justificar a prisão do investigado e que o mesmo não representava risco à sociedade, alegando que o pedido de prisão se baseava em meras conjecturas, razão pela qual indeferiu a representação e estabeleceu medidas cautelares, dentre elas o afastamento do agressor da vítima e o comparecimento mensal em juízo.

Segundo o Delegado responsável pela investigação, Sávio demonstrou elevada periculosidade ao convívio social porquanto cometeu duas tentativas de homicídios em menos de um ano, razão pela qual entende que a prisão era extremamente necessária, visando, além de confortar os familiares da vítima, cessar as atividades violentas que o investigado costumeiramente vem praticando. Familiares da vítima já informaram estar sofrendo ameaças por telefone em razão do crime ter sido denunciado à polícia.

(Fonte SSP/TO)

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