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Tocantins

Travesti agredida morre no Hospital Regional de Araguaína com hemorragia cerebral

A travesti Vitória Castro, de 36 anos, foi enterrada nesta quarta-feira, 12, No Cemitério Público de Araguaína, após ter falecido na segunda-feira, 10, no Hospital Regional da cidade, em decorrência de ferimentos sofridos durante uma agressão ocorrida no último dia 6. A vítima teve múltiplas fraturas no crânio e faleceu após uma hemorragia cerebral.

 

A vítima foi encontrada desacordada e ferida na madrugada da última quinta-feira, no setor Entroncamento. A Polícia Militar foi acionada por populares e o SAMU fez o socorro à vítima.

 

Testemunhas informam à polícia que Vitória foi vista pela última vez em companhia de outra travesti, conhecida como Cicarele, mas afirmaram que não presenciaram qualquer briga entre elas. O caso é investigado pela Polícia Civil de Araguaína.

 

Familiares acionam a Defensoria

A Defensoria Pública do Tocantins informou que atuou em diversas frentes para garantir a dignidade humana ainda em vida e o sepultamento da vítima, de nome civil Marclei de Sousa Lima.

 

Após o falecimento da travesti, alguns familiares acionaram o judiciário, por meio da Defensoria Pública em Araguaína, para providenciar um Alvará Judicial para que fosse possível a identificação civil e liberação do corpo, pois a vítima vivia em extrema situação de pobreza e dependência química, não tendo sido encontrada portando documentos pessoais no momento do crime.

 

“A liberação do corpo não foi o único procedimento realizado, pois, devido à falta de condições financeiras dos familiares, também foi necessário acionar o poder público para viabilizar um auxílio funeral. O pedido, feito administrativamente e judicialmente à Prefeitura de Araguaína, por meio da Funamc – Fundação de Atividade Municipal Comunitária, garantiu o fornecimento de uma urna funerária para o sepultamento do corpo da Vitória”, informou a Defensoria.

 

O defensor público Sandro Ferreira, coordenador do Nuamac – Núcleo de Apoio das Minorias e Ações Coletivas, reflete sobre as tragédias sociais frente ao ocorrido com a travesti Vitória. “Os fatos que aconteceram com a Vitória retratam bem a tragédia que essas pessoas vivenciam, em que o pobre é excluído dos serviços públicos. Sofre um preconceito ainda maior quando é uma pessoa que assume sua identidade de gênero diversa do “tradicional”. Ela foi espancada quase até a morte, vindo a falecer no hospital. Quando ela faleceu, novamente o Estado não foi capaz de dar um atendimento digno a ela”, protestou Ferreira.

Vitória Castro foi sepultada na manhã desta quarta-feira, 12, no cemitério público localizado no bairro Monte Sinai, em Araguaína. Familiares, amigos e representantes da Atrato – Associação de Travestis e Transexuais do Tocantins e Coletivo Flor de Pequi mobilizaram um cortejo fúnebre em homenagem à travesti.

Segundo o coordenador do Nuamac, a Defensoria tem interesse de acompanhar o processo criminal. “Não podemos desconsiderar o fato de se tratar de uma travesti, sendo necessário elucidar se o crime teve motivação homofóbica”, considerou Sandro Ferreira.

 

(T1 Com informações da Ascom/DPE)

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