Internação foi autorizada por Moraes, após ex-presidente relatar dores provocadas por uma queda na prisão
Jair Bolsonaro em prisão domiciliar — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado nesta sexta-feira no Hospital DF Star, em Brasília, para realizar uma cirurgia no ombro. O procedimento foi autorizado ontem pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa. Ele chegou próximo das 7h ao hospital acompanhado de sua mulher, Michelle Bolsonaro.
De acordo com publicação de Michelle nas redes sociais, o ex-presidente entrou no centro cirúrgico por volta das 9h. O médico ortopedista responsável pelo procedimento, Alexandre Paniago, afirmou que, dentro do crntro cirúrgico, serão duas horas de preparação, quando será colocado o catéter de medicação, e mais três horas da cirurgia em si. Paniago disse também que não há por enquanto previsão de alta.
Bolsonaro está cumprindo prisão domiciliar desde o fim de março, depois de passar duas semanas internado no mesmo hospital, onde tratou de uma broncopneumonia. O pedido pela cirurgia foi feito pela defesa de Bolsonaro ao STF no dia 21 de abril em razão de dores causadas por uma queda quando estava no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido com Papudinha.
Segundo os documentos médicos apresentados ao STF, o ex-presidente apresenta lesões no ombro direito que demandam intervenção cirúrgica para reparação do manguito rotador e de estruturas associadas
De acordo com o pedido apresentado a Moraes, ele faz uso diário de medicação analgésica. Exames físicos e de imagem apontam lesão de alto grau no tendão do supraespinhal, além de comprometimento do tendão do subescapular, subluxação do bíceps e outras lesões associadas.
Os relatórios médicos indicam que Bolsonaro sofre de dores recorrentes e intermitentes, tanto em repouso quanto durante movimentos do braço direito.
A defesa sustentou ao STF que o procedimento tem caráter “estritamente humanitário e sanitário”, com o objetivo de preservar a integridade física, a funcionalidade do membro, a qualidade de vida e a dignidade do paciente. Os advogados argumentou que a manutenção do quadro clínico pode representar restrição ao direito fundamental à saúde.
A rotina de Bolsonaro em casa inclui acompanhamento médico frequente e um acirramento da tensão entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-mandatário, em um momento em que o acesso a ele está restrito, como mostrou O GLOBO.
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