A transferência foi feita por avião. A família da vítima informou o Hélio tem apresentado melhora, mas reclama de muita dor. Ele deve passar pelo menos 30 dias internado no hospital.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a vítima estava internada no Hospital Regional de Araguaína e foi encaminhada para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém na sexta-feira (28), pois é a única unidade hospitalar da região norte, com Centro de Tratamento de Queimados.
A esposa de Hélio, Maria Lucilene, está como acompanhante em Belém. Segundo a sobrinha dela, Rosivania de Sousa, a tia de 62 anos tem problemas de coluna e não tem recebido acomodações adequadas.
“Ela já tem 62 anos, é idosa, tem problema de coluna, e não tem uma cama lá para ela dormir. E ela estava chorando agora, porque sabe nem quando que vai sair de lá. E eles disseram que ele [Hélio] tem que ter acompanhante. É, mas é complicado, né? Ela não tem nenhum parente em Belém, ela só tem eu e meus irmãos aqui em Colinas”, contou.
O g1 solicitou informações ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém e aguarda retorno.

Vídeo mostra momento em que suspeito ateia fogo em homem
Hélio estava dormindo no banco da praça quando teve o corpo incendiado no dia 25 de junho deste ano. Foram identificadas queimaduras de 1º, 2º e 3º graus. Conforme o Corpo de Bombeiros, o crime aconteceu por volta das 7h, no centro da cidade.
Ele chegou a dizer que é epilético, assim como confirmou Maria Lucilene, e não lembrava o que havia acontecido. Também relatou que sentia muito frio e dores pelo corpo.
O caso é investigado pela 42ª Delegacia de Polícia de Colinas. Na tarde do dia 25, um adolescente de 12 anos foi apreendido após ter sido identificado por câmeras de monitoramento. O jovem foi entregue aos cuidados da Vara da Infância e da Juventude de Colinas, e deverá ser internado em uma das unidades socioeducativas para menores infratores do estado. Ele é investigado pelo ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio qualificado.
O Conselho Tutelar informou que o adolescente é acompanhado pelas equipes há mais de um ano e que já foram aplicadas várias medidas aos pais/responsáveis sobre a conduta do jovem. O Colegiado também relatou a situação do menor ao Ministério Público e que todas as medidas cabíveis ao caso e que são de atribuição ao órgão já foram tomadas.


