Se as pesquisas se confirmarem, os vencedores serão as forças antissistema, lideradas pelo partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) e a aliança de Sahra Wagenknecht (BSW).
O AfD, já bem estabelecido nas regiões da antiga Alemanha Oriental desde sua fundação em 2013, busca a vitória em ambos os “landers”. De acordo com as estimativas, a sigla está cotada como vencedora na Turíngia, com 30% dos votos e quase 10 pontos à frente dos conservadores da CDU, o principal partido de oposição.
Na Saxônia, a CDU estava pouco à frente do AfD nas últimas pesquisas. Mas um recém-chegado, o partido BSW, avançou rapidamente na região. Já aliança lançada pela ex-musa da extrema esquerda Sahra Wagenknecht em janeiro deste ano surpreendeu, com previsão de 18% dos votos segundo as pesquisas.
Com uma política de imigração linha-dura e uma rejeição ao programa de ajuda à Ucrânia, essa nova força seduz muitos eleitores e pode muito bem representar um peso importante na hora de formar as próximas coalizões.
“O partido de esquerda Die Linke perdeu a confiança dos eleitores da Turíngia. Estamos nos dirigindo àqueles que estão decepcionados, que se sentem esquecidos, que têm a impressão de que os problemas das pessoas comuns estão sendo negligenciados”, explica à RFI Katja Wolf, ex-membro do Die Link e agora à frente do novo movimento BSW na Turíngia. O avanço do novo partido se deu em grande parte às custas da legenda de esquerda, que governou a Turíngia nos últimos dez anos.
Famosa por suas participações em programas de televisão, Sahra Wagenknecht é o trunfo do partido. A legenda investe em sua popularidade, como prova com o número de cartazes com seu rosto pelas ruas da região.


