Na turnê do reencontro da formação original do Barão Vermelho, os bastidores, pelo menos na estreia no Rio de Janeiro, também foram emocionantes. Mãe de Cazuza, Lucinha Araújo assistiu ao show e posou no camarim com os companheiros de banda do filho, que morreu em julho de 1990. O baixista Dé Palmeira postou o registro e fãs se animaram.
“Agora, a formação está completa”, disse o músico no Instagram.
Mãe de Cazuza, Lucinha Araújo confere show de retorno do Barão Vermelho e posa com Dé Palmeira e Frejat — Foto: João Gabriel Salomão/Reprodução/Instagram Veja fotos raras de Cazuza que estarão na exposição sobre o cantor Imagens fazem parte do acervo da mãe e de amigos
Cazuza fez parte da formação da banda em 1981 até 1985, com Roberto Frejat na guitarra, Guto Goffi na bateria, Mauricio Barros nos teclados e Dé Palmeira no baixo. Juntos, eles eternizaram hits da música brasileira, como “Pro dia nascer feliz”, “Todo amor que houver nessa vida” e “Bete balanço”.
O Barão Vermelho em 1985 no primeiro Rock in Rio — Foto: Acervo O Globo O filho de Lucinha saiu da banda para seguir uma igualmente bem sucedida carreira solo. E Cazuza morreu cinco anos depois, aos 32 anos, por complicações do vírus HIV.
A turnê de reencontro do Barão Vermelho ainda vai passar por São Paulo (23 de maio), Porto Alegre (27 de junho), Florianópolis (8 de agosto), Curitiba (29 de agosto) e Belo Horizonte (26 de setembro).
Lucinha Araújo mantém a memória viva sobre Cazuza
Lucinha, de 86 anos, não lembra do filho apenas em aparições que o homenageiam. Ela fundou a Sociedade Viva Cazuza, ONG que atendia crianças com HIV até 2020, e atualmente auxilia com cestas básicas cerca de 250 adultos com o vírus.
Cazuza com a mãe Lucinha Araújo no lançamento do single “Tal qual eu sou”, na boate Regine’s, no Leme — Foto: Acervo Lucinha Araújo/Divulgação — O que me salvou foi meu casamento (o marido, João Araújo, morreu há 10 anos) e a Sociedade Viva Cazuza. Aquilo foi meu alimento! Levar adiante os meus projetos para a aids era o que me dava força. Agora, estou aqui à espera do encontro com meu filho. Eu não quero ir por enquanto porque ainda tenho muita gente pra ajudar, mas esse é o meu objetivo — disse Lucinha, em entrevista recente ao EXTRA.
A empresária também administra todo o legado artístico do filho, permitindo regravações de obras e fazendo exposições.
— Poucos artistas que viveram tão pouco tempo são lembrados como ele. A obra que Cazuza deixou é uma coisa incontestável. Bato palma para qualquer homenagem ao meu filho e peço bis. Quem tem bom gosto vai aplaudir de pé.
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