Agora, em sua próxima etapa, o Ministério Público e a defesa do réu devem apresentar conclusões em escrito. Após as apresentações documentais, a sentença será proferida. No mês passado, testemunhas foram ouvidas pelo Juízo. Na ocasião, a namorada de Fernando não confirmou que ele havia ingerido bebida alcoólica antes da colisão, enquanto os amigos confirmaram que houve ingestão.
A Justiça retirou o sigilo sobre os autos há duas semanas. Atendendo ao pedido do Ministério Público, o juiz Roberto Zanichelli Cintra entendeu que com o fim do inquérito policial, nada mais precisava ficar em segredo, já que não existe a possibilidade de a investigação ser atrapalhada.
Motorista transitava em alta velocidade
Fernando foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por dirigir embriagado e assumir o risco de matar em alta velocidade. A perícia constatou que o homem dirigia o Porsche a 156km/h momentos antes da colisão — na avenida onde houve a batida, a Salim Farah Maluf, o limite de velocidade é de 50 km/h.
A colisão vitimou fatalmente o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. O amigo de Fernando, que estava no banco carona, se feriu gravemente na colisão.
O homem está preso em Tremembé. Após a Justiça determinar prisão preventiva contra o motorista do Porsche, a defesa teve pedido acatado para Fernando ser encaminhado para a unidade prisional, alegando riscos à integridade física do réu. Não há confirmação sobre a presença física do réu durante o julgamento.


