Uma mulher de 34 anos foi condenada a sete penas consecutivas de prisão perpétua no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, após a Justiça concluir que ela permitiu que a filha, de apenas 11 anos, fosse vítima de abuso sexual e negligência.
A menina engravidou do padrasto e deu à luz em casa, sem acompanhamento pré-natal ou assistência médica durante o parto.
Cherie Walker recebeu a sentença na sexta-feira (30), no Tribunal do Condado de Muskogee. Ela havia sido considerada culpada, em julho, de uma acusação de permitir abuso sexual infantil e seis de negligência contra menores.
Segundo a revista People, as sete penas deverão ser cumpridas consecutivamente, ou seja, uma após a outra.
Menina de 11 anos deu à luz em casa
O caso veio à tona em 16 de agosto de 2025, quando a menina foi levada a um hospital depois de dar à luz na residência da família.
A criança não havia recebido qualquer acompanhamento médico durante a gravidez e passou pelo parto sem assistência de profissionais de saúde.
A equipe médica comunicou a situação às autoridades, que abriram uma investigação.
Inicialmente, Cherie Walker e seu marido, Dustin Walker, alegaram que desconheciam a gravidez da menina.
Entretanto, exames de DNA confirmaram que Dustin, padrasto da criança, era o pai do bebê.
Os investigadores concluíram que a mãe tinha conhecimento dos abusos sexuais cometidos pelo companheiro, mas não tomou providências para proteger a filha.
Segundo a acusação, a mulher também deixou de garantir cuidados básicos e assistência médica às crianças que viviam na residência.
“Esta criança está traumatizada”
Na época em que o caso foi descoberto, a promotora Janet Hutson, do Condado de Muskogee, destacou a gravidade dos acontecimentos e o sofrimento enfrentado pela vítima.
“Esta criança está traumatizada”, declarou.
“Ela passou por uma provação horrível. Não apenas alguém a engravidou, mas ela deu à luz em casa, sem assistência médica, e isso fará parte da vida dela para sempre”, acrescentou.
As autoridades também investigaram as condições em que outras crianças da família viviam, o que resultou nas acusações de negligência infantil.
Padrasto também foi condenado à prisão perpétua
Dustin Walker, padrasto da menina, declarou-se culpado das acusações de abuso sexual contra uma criança menor de 12 anos e de seis crimes de negligência infantil.
Ele foi condenado à prisão perpétua em junho de 2026, além de receber outras penas de prisão relacionadas aos crimes de negligência.
A mãe, Cherie Walker, foi julgada separadamente. Em julho, um júri a considerou culpada das sete acusações e recomendou a aplicação de prisão perpétua para cada uma delas.
Na sexta-feira (30), o juiz Timothy King confirmou a sentença, determinando que as sete penas fossem cumpridas de forma consecutiva.
Fontes: People, The Oklahoman, FOX23 News e registros judiciais do Condado de Muskogee, Oklahoma.
“Vamos cair”: piloto grita antes de queda de jato que matou nove nos EUA Gravações de áudio revelam os momentos de desespero antes da queda de um jato particular em uma área residencial da Flórida. A piloto fez repetidos pedidos de socorro e alertou que a aeronave estava perdendo altitude rapidamente. Nove pessoas morreram no acidente
Notícias ao Minuto | 06:37 – 02/11/2026





