O valor das exportações brasileiras aos Estados Unidos cresceu 3,7% em junho de 2026, marcando a primeira alta desde julho de 2025, quando o governo do presidente Donald Trump impôs uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do ministério, Herlon Brandão, o avanço foi impulsionado pelo aumento médio de 11% dos preços dos produtos exportados, já que o volume embarcado para o mercado norte-americano ainda caiu 6,6%.
Estados Unidos Em junho, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos apresentou equilíbrio, com leve superávit brasileiro.
Principais números:
Exportações: US$ 3,472 bilhões (+3,7% ante junho de 2025); Importações: US$ 3,471 bilhões (-12,3%); Saldo comercial: superávit de US$ 1 milhão Apesar da recuperação em junho, o acumulado do primeiro semestre ainda registra queda nas vendas brasileiras para os Estados Unidos.
De janeiro a junho:
Exportações: US$ 17,428 bilhões (-13% ante o primeiro semestre de 2025); Importações: US$ 18,950 bilhões (-12,5%); Saldo comercial: déficit de US$ 1,522 bilhão. China amplia liderança A China manteve a posição de principal parceiro comercial do Brasil e registrou forte crescimento nas compras de produtos brasileiros.
Em junho:
Exportações: US$ 12,291 bilhões (+24,4%); Importações: US$ 7,801 bilhões (+27,1%); Superávit: US$ 4,490 bilhões. No primeiro semestre:
Exportações: US$ 58,322 bilhões (+21,9%); Importações: US$ 38,545 bilhões (+8%); Superávit: US$ 19,777 bilhões. União Europeia O comércio com a União Europeia também apresentou expansão em junho, embora o governo ainda considere prematuro medir os impactos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco europeu, que entrou em vigor provisoriamente em maio.
Em junho:
Exportações: US$ 4,888 bilhões (+32,4%); Importações: US$ 4,708 bilhões (+13,9%); Superávit: US$ 180 milhões. No primeiro semestre:
Exportações: US$ 26,906 bilhões (+12,8%); Importações: US$ 24,263 bilhões (-0,4%); Superávit: US$ 2,643 bilhões. Segundo Herlon Brandão, já existem relatos de empresas que aproveitam os benefícios do acordo, mas ainda não há dados suficientes para medir seu impacto sobre o comércio exterior.
Argentina perde ritmo As exportações para a Argentina recuaram em junho, reflexo da menor demanda do mercado vizinho por produtos brasileiros, segundo o Mdic.
Em junho:
Exportações: US$ 1,325 bilhão (-18,1%); Importações: US$ 1,285 bilhão (+17,2%); Superávit: US$ 40 milhões. No primeiro semestre:
Exportações: US$ 7,352 bilhões (-19,4%); Importações: US$ 6,401 bilhões (+3,8%); Superávit: US$ 951 milhões.





