O Sintromet informou que vai manter a greve e cumprir a decisão que determina 80% da frota nos horários de pico e 70% nos demais períodos, mas vai recorrer da decisão judicial. Uma reunião de negociação entre as partes deve ser realizada nesta quarta-feira (4).
Volta para casa foi tranquila na Estação Apinajé, em Palmas — Foto: Anne Acioli
A greve foi aprovada em assembleia realizada em 23 de outubro e começou às 4h desta terça-feira.
De acordo com o sindicato, os trabalhadores reivindicam a aplicação do piso salarial previsto na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026. A categoria afirma que a Sancetur, concessionária do serviço, não apresentou nova proposta nas negociações mediadas pelo Ministério Público do Trabalho desde junho.
Decisão determinou percentual mínimo
Passageiros enfrentam aglomeração em estação no primeiro dia de paralisação — Foto: Stefani Cavalcante/g1
A prefeitura afirma que conseguiu uma liminar no sábado (31), concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), para garantir a operação do transporte coletivo.
A decisão determina a manutenção de, no mínimo, 80% da frota de ônibus e do quadro de motoristas em circulação nos horários de pico, compreendidos entre 5h30 e 8h30 e entre 17h e 20h. Nos demais horários, o percentual mínimo exigido é de 70%.
Segundo o município, os percentuais não foram cumpridos e acionará a Justiça novamente. “Embora a paralisação esteja relacionada a uma questão trabalhista entre o Sintromet e a concessionária, a Prefeitura reafirma seu compromisso com a qualidade do transporte coletivo e espera que as partes busquem uma solução por meio do diálogo e da negociação”, afirmou o município em nota.
O Sintromet afirmou que cumprirá os percentuais enquanto a decisão estiver em vigor, mas pretende pedir a redução dos índices e a mudança na forma de cálculo. O sindicato também destacou que o Tribunal não proibiu nem suspendeu a greve, apenas estabeleceu os percentuais mínimos de funcionamento, sob pena de multa diária de R$ 30 mil.





