“Viemos da Polônia porque sabemos que a origem do nosso problema está em Bruxelas. Porque queremos mudar, mudar profundamente, o Acordo Verde”, disse o agricultor Damian Murawiec à Reuters durante o protesto em Laeken, ao norte de Bruxelas.
Essa é a mais recente movimentação de uma onda de protestos de agricultores que já dura meses em toda a Europa, onde trabalhadores agrícolas têm denunciado os baixos preços dos alimentos, a regulamentação excessiva e os acordos de livre comércio que, segundo eles, os deixam lutando para competir com importações baratas.
O protesto foi organizado pelo grupo de lobby holandês Força de Defesa dos Agricultores e apoiado por grupos de direita e de extrema-direita. Com a polícia contando cerca de 500 tratores, o protesto foi menor do que manifestações anteriores de agricultores realizadas em Bruxelas neste ano.
“Queremos que a Europa acabe com o Acordo Verde porque ele não é realista”, disse Bart Dickens, presidente da filial belga do grupo holandês.
A Força de Defesa dos Agricultores — cuja secretária Sieta van Keimpema tem descrito as preocupações com as mudanças climáticas como “histéricas” — disse que políticos do partido belga de extrema-direita Vlaams Belang e do grupo de direita Reformistas e Conservadores Europeus discursarão no protesto.
O maior lobby agrícola da Europa, Copa Cogeca, e a associação agrícola La Via Campesina, disseram à Reuters que seus membros não participarão da ação.


