Em entrevista coletiva, o promotor público de Údine, Massimo Lia, explicou que foi aberta “uma investigação por homicídio culposo contra pessoas desconhecidas” e, “nestes assuntos, para prosseguir, a responsabilidade deve ser de uma espécie de omissão”.
“Faremos todas as investigações necessárias para verificar se a assistência foi oportuna. No entanto, gostaria de salientar que, neste momento, não existem elementos específicos que nos façam ir nesta direção, mas as verificações estão em um estágio inicial”, acrescentou.
De acordo com Lia, “Patrizia fez quatro ligações para o único número de emergência 112, a última das quais não foi atendida”.
“A primeira chamada ocorreu às 13h29, as restantes nos minutos imediatamente seguintes. Desde as primeiras investigações, tudo decorreu num período de tempo que pode ser quantificado aproximadamente em meia hora. De uma situação de aparente tranquilidade à aquele tumultuoso fluxo do rio Natisone que então os dominou”, detalhou o promotor.
Para a mãe de Patrizia, o que mais lhe dói é “que todos tiraram fotos e vídeos e ninguém os salvou”. “Ninguém. Talvez pudessem ter guardado. Não era importante fazer os vídeos. Ela tinha ido passear, ligou várias vezes para o 112 . Ela deixou o nome dela, endereço. Ela disse ‘Ligue para minha mãe'”, lamentou.
O funeral de Patrizia e Bianca acontece no cemitério urbano de San Vito, em Údine, nesta terça-feira. Os familiares das duas jovens, ambas de origem romena, chegaram à cerimônia e foram recebidos pelo prefeito Alberto Felice De Toni, juntamente com o comissário da polícia da cidade e pelos comandantes provinciais dos Carabineiros e da Guarda de Finanças. (ANSA).


