Em homenagem ao ex-governador, uma missa será realizada na Catedral do Divino Espírito Santo, que fica na Praça dos Girassóis, em Palmas. A programação será a partir das 18h30 e contará com a presença do cantor e ator Moacyr Franco.
Ao longo dos anos, Siqueira passou por vários cargos na política. Ele atuou como vereador, deputado, governador e senador. Na reportagem, você relembra a carreira de José Wilson Siqueira Campos e os momentos mais importantes da despedida:
- O seringueiro que criou um novo estado
- Greve de fome pela criação do Tocantins
- Vida política no Tocantins
- 4 de julho, o adeus a Siqueira Campos
O seringueiro que criou um novo estado
Em 1964, ele chegou na região norte de Goiás, que viria ser o Tocantins, e se estabeleceu no município de Colinas do Norte, atual Colinas do Tocantins. Lá ele deu início a sua vida política.
Siqueira Campos quando foi vereador em Colinas do Tocantins — Foto: Acervo/Secom Tocantins
Na cidade Siqueira foi eleito vereador e depois cumpriu cinco mandatos como deputado federal. Durante a luta pela criação do estado e chegou a ser preso e fazer greve de fome.
Nomes importante também fizeram parte do sonho de ver o norte de Goiás se tornar um novo estado. Ainda no século 17, personalidades como o padre Antônio Vieira, o ouvidor Joaquim Theotônio Segurado e o professor Ruy Rodrigues da Silva, estiveram envolvidos na luta.
Greve de fome pela criação do Tocantins
Foram 98 horas e 35 minutos de jejum. Na época, o presidente viu-se obrigado a nomear uma comissão de redivisão territorial para estudar a criação do novo Estado. Após uma emenda popular assinada por mais de 100 mil pessoas, foi aprovada a criação do Tocantins, em 1988.
Parte da trajetória de Siqueira no Tocantins, incluindo o protesto, é retratada no Painel das Conquistas, uma pintura em azulejos que fica na entrada do Palácio, no centro da Praça dos Girassóis. Na pintura ele sempre é retratado com a cor azul.
Painel das conquistas — Foto: Divulgação
Vida política no Tocantins
Siqueira foi eleito o primeiro governador do Tocantins, para um mandato de dois anos entre 1989 a 1991. Depois ele voltou ao cargo outras três vezes durante os anos de 1995 a 1998, de 1999 a 2003 e de 2011 a 2014.
Na campanha de 2011, o ex-governador adotou o personagem de Siquerido e conseguiu o cargo pela quarta vez. Ele não chegou a concluir o mandato, pois renunciou em 2014 para que o filho, Eduardo Siqueira Campos, disputasse uma vaga no legislativo.
Siqueira Campos chora durante posse como governador do Tocantins — Foto: Acervo/Secom Tocantins
4 de julho, o adeus à Siqueira Campos
Siqueira Campos foi internado no final de junho de 2023 após sentir dores do corpo. No dia 1º de julho, foi informado que o ex-governador havia desenvolvido uma infecção pulmonar e o quadro foi considerado grave. Na noite do dia 4 de julho, Siqueira não resistiu e morreu após uma infecção generalizada, aos 94 anos.
Caixão de Siqueira Campos é fechado para seguir ao cortejo fúnebre até o cemitério — Foto: Cintia Ribeiro Portilho/TV Anhanguera
Diversos políticos prestaram homenagens, entre eles o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa e prefeitos. O velório que foi aberto, reuniu diversos tocantineses no Palácio.
Após a sua morte, em julho de 2023, a Assembleia Legislativa aprovou um projeto de lei para mudar o nome do Palácio do Araguaia para Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos. Em maio deste ano, o estado também mudou o nome da ponte que liga Palmas à Luzimagues, distrito de Porto Nacional. O local ganhou o nome de Governador José Wilson Siqueira Campos.
Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos — Foto: Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins


