Rabiola da pipa construída com linha metálica caiu 12 segundos depois. Isso causou um novo curto-circuito e o segundo acionamento de equipamentos de proteção que, conforme previsto, levou ao desligamento total da subestação de Guarulhos, composta por dois barramentos. Isso atingiu a rede das distribuidoras Enel, que atende a capital paulista, e EDP, que atua em Guarulhos.
Como evitar
Nas subestações abrigadas, toda a estrutura fica enclausurada. Os fios e cabos são protegidos pelo gás SF6 —ou hexafluoreto de enxofre— que é um isolante, dissipando o calor muito bem e não reagindo com outras substâncias à temperatura ambiente.
Um dos maiores ganhos desse tipo de subestação, além da redução de acidentes com balões, pipas e raios, é a redução do espaço necessário. “A estação fica mais compacta, é cada vez mais difícil ter terrenos em cidades grandes. Então você tem um terreno pequeno, faz um edifício ali e coloca a estação dentro”, explica Edval Delbone, professor de engenharia elétrica no Instituto Mauá de Tecnologia, ao UOL.
A cidade de São Paulo já tem várias subestações abrigadas. Uma das mais famosas está na região do rio Pinheiros, próximo à usina da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) onde antes estava uma subestação aberta.



