As novas regras começaram a valer na noite de sábado (3)
Arpoador — Foto: Marcelo Piu/Agência O Globo/26.2.2013 A Prefeitura do Rio de Janeiro e a Polícia Militar anunciaram uma operação conjunta que muda o uso noturno da Pedra do Arpoador, um dos pontos mais emblemáticos da cidade. As novas regras, que começaram a valer na noite de sábado (3), surgem após o local virar alvo de polêmicas e grande repercussão nas redes, especialmente depois do episódio conhecido como “surubão do Arpoador”, na virada de 2025.
Na ocasião, um vídeo mostrando cerca de 15 homens em sexo coletivo até o amanhecer viralizou e colocou o Arpoador no centro do debate público. Apesar do choque de parte da opinião pública, a movimentação intensa nas madrugadas não é novidade. O espaço há anos é conhecido como ponto de encontros noturnos e já foi alvo de diferentes tentativas de controle. O caso chegou a ser investigado pela Polícia Civil, mas acabou arquivado por falta de identificação dos envolvidos.
Com a nova operação, a Pedra do Arpoador passa a funcionar como um parque público: abertura às 4h e fechamento às 21h. Entre 21h e 23h, equipes atuam para orientar a saída dos visitantes. Das 23h às 4h, o acesso fica restrito para serviços de limpeza da Comlurb. O entorno também passa a ter pontos de controle, com atuação da Guarda Municipal e da Secretaria de Ordem Pública.
As medidas incluem ainda o combate ao uso de caixas de som, à realização de eventos sem autorização e ao comércio ambulante irregular. A decisão ganha ainda mais peso após a circulação, em maio, de vídeos que mostram um grupo de homens sendo abordado por um policial militar durante um suposto “surubão” no local. Nas imagens, o agente teria cobrado propina. Os registros teriam sido feitos no primeiro fim de semana de maio, período de forte presença de turistas na cidade por causa do show de Lady Gaga em Copacabana.
Pela lei, praticar ato libidinoso em local público é crime, com pena de detenção ou multa. Já a cobrança de propina por agentes públicos configura corrupção passiva, com punições mais severas. Ainda assim, o sexo ao ar livre faz parte da história urbana do Rio e não se limita ao público gay. Locais como o Aterro do Flamengo, o parque Garota de Ipanema e áreas da Floresta da Tijuca também são conhecidos como pontos de pegação, frequentados por diferentes perfis, incluindo casais héteros, em práticas popularmente chamadas de dogging.
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