Com foco na reabilitação de agressores e na desconstrução de comportamentos violentos, o projeto “De Homem para Homem”, lançado pela Polícia Militar do Tocantins (PMTO) nessa segunda-feira, 02, contou com a participação do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e participantes da rede de proteção às mulheres no estado.
A iniciativa integra a programação especial do mês de março e reafirma o compromisso das instituições com a proteção e valorização das mulheres em todo o estado. O MPTO esteve representado pelo promotor de Justiça Konrad Wimmer e pela servidora Leila Lopes, do Núcleo de Gênero do MPTO.
O projeto surge como uma resposta para romper o ciclo de violência antes que este atinja níveis irreversíveis. Segundo a PMTO, a proposta busca atuar diretamente na origem dos conflitos, promovendo a responsabilização e uma mudança cultural necessária para que o homem deixe de ser o agressor e passe a ser um agente de proteção e dignidade. A estratégia utiliza o diálogo intencional e a educação para enfrentar o desafio social da violência doméstica de forma efetiva.
Diálogo é prevenção
Para o promotor de Justiça Konrad Wimmer, o projeto da PMTO é um braço operacional fundamental para a tese de que a harmonia social se constrói antes da judicialização.
“A atuação na violência doméstica é muito conhecida pelo aspecto repressivo, mas a maior importância reside no preventivo. O processo judicial em si, muitas vezes, é o atestado de falência do diálogo; chegamos a ele quando não conseguimos resolver o conflito antes. Iniciativas, como esta, de falar diretamente com o homem, buscam impedir que pequenos atritos escalem para tragédias”, pontuou o promotor.
Comportamento e paz social
Konrad Wimmer ressaltou que a comunicação é a chave para a segurança das famílias. Segundo ele, a paz não é perturbada por grandes eventos isolados, mas pelo acúmulo de ruídos de comunicação e problemas não resolvidos no cotidiano.
“Muitas vezes, a dificuldade no relacionamento nasce da incapacidade de conversar e de gerir emoções. Ao propor esse diálogo ‘de homem para homem’, busca-se oferecer ferramentas para que esses indivíduos compreendam a origem de seus conflitos. Precisamos combater gatilhos, inclusive o uso abusivo de álcool, e trocar a agressividade pela humildade de perguntar o que pode ser melhorado no lar”, defendeu Konrad.
Leia mais


