Milei ainda foi além e adotou medidas concretas “com a finalidade de impedir o funcionamento” e até promover uma “intervenção” na universidade. Para os advogados, as medidas violam os compromissos do Estado argentino de garantir a liberdade acadêmica.
“Os fundos orçamentários não foram transferidos do Poder Executivo, impossibilitando o pagamento de salários, custos de manutenção de edifícios e custos gerais, obstruindo o funcionamento normal em termos graves e violando os direitos mais básicos dos trabalhadores e de todo o pessoal universitário”, acusam os juristas, em sua queixa enviada para a Comissão em Washington e obtida pelo UOL.
“Com o mesmo objetivo de cercear a autonomia universitária e, com isso, desacreditar e desarmar as políticas de promoção dos Direitos Humanos na Argentina, as autoridades do Estado nacional, por meio do Ministério do Capital Humano, vêm implementando uma série de ações destinadas a questionar o processo de normalização da UNMa, colocando um manto de suspeição sobre sua constituição legal”, apontaram.
Segundo eles, o objetivo é estabelecer um processo de revisão da criação e início das atividades acadêmicas da UNMa.
A entidade decidiu iniciar um processo de resistência ao corte de verbas, mantendo as aulas em seus cinco cursos de graduação para garantir a continuidade pedagógica. A instituição tem 2.200 alunos, 252 professores e 91 funcionários.
A crise foi ampliada em 24 de julho, quando o governo nomeou um reitor, ignorando as autoridades da universidade. Segundo a queixa, trata-se de uma “violação flagrante da autonomia universitária”.


