Uma foto de Nicolás Maduro algemado, sob a custódia de agentes da DEA (Agência de Combate às Drogas dos EUA), resultou em uma publicidade surpreendente para uma marca de roupas americana. A Origin USA, uma empresa de roupas outdoor do Maine, celebrou nas redes sociais a aparição do presidente venezuelano usando um de seus moletons, o “Patriot Blue RTX”. A empresa também usou a imagem como vitrine para pré-venda do item, que se tornou viral após a prisão do líder chavista.
No sábado, a empresa divulgou fotos de Maduro, que usava um moletom da marca, fazendo sinal de positivo com os dois polegares ao lado de agentes da DEA.
“Bem-vindo à América. Ótima notícia: nosso modelo ‘Patriot Blue RTX’ será despachado na primavera”, afirmava a publicação.
Na mesma postagem, a Origin ressaltou que o produto já podia ser pré-encomendado, acompanhando a imagem de Maduro algemado e encarando a câmera, provocando uma avalanche de comentários e reações. O fundador da marca, Pete Roberts, disse acreditar que um agente da DEA tenha dado a peça a Maduro e falou em “ironia” ao ver o presidente venezuelano usando uma roupa que, segundo ele, simboliza liberdade.
“Comecei a juntar as peças: por que esse cara está usando um moletom Patriot Blue da Origin? Esse logo, essa onda na camisa, é a onda da liberdade”, comentou.
O empresário destacou que a empresa aposta em produtos fabricados nos EUA, duráveis e de alta qualidade. De acordo com ele, a Origin foi criada em resposta ao declínio das comunidades industriais nos Estados Unidos.
“Ao longo dos anos, testemunhei a devastação da minha comunidade. Quando inauguramos a fábrica em 2012, nossa missão era revitalizar o sonho”, declarou.
Os usuários nas redes sociais descreveram o incidente como um “presente de marketing”. Outros brincaram perguntando se o lançamento incluiria um “cupom Maduro” ou um novo nome para o moletom. O modelo custa US$ 79 (aproximadamente R$ 425), e a previsão de começar os envios é para o mês de fevereiro.
Um resumo da prisão de Maduro
A prisão de Maduro aconteceu durante as alegações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a Venezuela estaria inundando os Estados Unidos com drogas e membros de gangues. Trump declarou que Maduro comandaria o “Cartel de los Soles”, grupo acusado de envolvimento no tráfico internacional de drogas.
Além disso, o presidente americano também afirmou que não informou o Congresso sobre a operação para evitar vazamentos que pudessem facilitar a fuga do presidente venezuelano. Enquanto isso, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, encontram-se detidos no Metropolitan Detention Center, localizado no Brooklyn. Em audiência judicial realizada nesta segunda-feira, ambos alegaram ser inocentes.
A prisão onde o casal está é conhecida por suas condições precárias e por receber detentos de alta notoriedade, como o cantor P. Diddy e Luigi Mangione, acusado de matar o CEO da empresa United Healthcare, Brian Thompson, além de outros crimes.
Após a captura, o Supremo Tribunal da Venezuela confirmou a vice-presidente Delcy Rodríguez, de 56 anos, como sucessora de forma interina. Nas ruas, apoiadores de Maduro protestaram, enquanto o ministro da Defesa, Padrino López, classificou a prisão como “sequestro” e exigiu a libertação imediata do presidente, acusando os EUA de “ambição colonialista”.


