A fuga aconteceu na noite do dia 25 de dezembro de 2025. Os presos conseguiram serrar as grades de uma das celas, pularam um muro com auxílio de cordas improvisadas e fugiram pelo alambrado. A ausência foi constatada na manhã seguinte, no dia 26.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informou que a Polícia Civil segue empenhada nas buscas pelos fugitivos e “por questões de estratégia policial e de segurança, as ações específicas voltadas para a localização deles estão sob sigilo”.
A SSP não informou em que região as buscas são localizadas, seja em área urbana ou rural. As investigações sobre como a fuga ocorreu estão em andamento, mas, segundo a secretaria, no “momento não é possível divulgar detalhes do que está sendo apurado a fim de não comprometer os resultados”.
Quem tiver informações sobre os fugitivos devem entrar em contato com o 197, o disque-denúncia da Polícia Civil. O sigilo é garantido.
Quem são os presos
Presos são procurados pela polícia no Tocantins — Foto: Reprodução/SSP-TO
Renan Barros da Silva, é apontado pela polícia como um serial killer. Ele foi condenado a 72 anos de prisão por matar três homens a tiros em uma rotatória de Araguaína, no norte do Tocantins, e deixar outro ferido. Na época, o Ministério Público o descreveu como uma “pessoa sádica” com um “prazer repugnante de matar”.
O outro foragido é Gildásio Silva Assunção. Ele possui quatro condenações, inclusive pelo crime de homicídio, com pena somada de 46 anos.
Como aconteceu a fuga
Segundo a Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju), os dois presos haviam sido transferidos de pavilhão recentemente. Na data da fuga, eles estavam em uma cela separada por questões disciplinares.
Dentro da cela separada, eles conseguiram serrar a grade, acessaram uma janela e utilizaram uma corda artesanal (feita com lençóis) para escalar o muro e sair da unidade.
A Seciju afirmou que determinou a abertura imediata de um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da fuga e investigar “como os materiais foram introduzidos na cela”. Também disse que a segurança da Unidade de Cariri foi prontamente reforçada.


