Rubio diz que estratégia americana prevê estabilização, recuperação econômica e transição política
Secretário de Estado da Casa Branca, Marco Rubio, e Donald Trump — Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira que o governo americano estruturou um plano em três fases para a Venezuela após a operação que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro no sábado. Segundo Rubio, a primeira etapa do plano é a estabilização do país, com foco em evitar que a situação venezuelana se transforme em um cenário de caos. Em seguida, disse o secretário, ocorrerá a fase de recuperação, que incluirá a garantia de acesso justo de empresas americanas, ocidentais e de outros países ao mercado venezuelano, além de ações voltadas à reconciliação nacional. Já a terceira parte contemplaria a transição política no país.
— O primeiro passo é a estabilização do país. Não queremos que ele desemboque em caos — disse, acrescentando que parte da estabilização inclui uma ‘quarentena’ da Venezuela no mercado internacional. — Eles têm óleo que está preso na Venezuela. E não podem movê-lo por causa da nossa quarentena e porque está sancionado. Nós vamos tomar entre 30 e 50 milhões de barras de óleo. Nós vamos vendê-lo no mercado, nas taxas de mercado, não nas dos descontos que a Venezuela estava recebendo.
Durante essa segunda fase, explicou Rubio, a intenção é promover a libertação de opositores presos, conceder anistias e iniciar o processo de reconstrução da sociedade civil. Finalmente, de acordo com o ele, a terceira etapa será a transição política no país. O secretário destacou que o plano tem como objetivo estruturar um caminho claro após a recente intervenção que culminou com a remoção de Maduro do comando do governo venezuelano.
O secretário de Estado enfatizou que Washington “não está improvisando” e já possui um plano traçado para a Venezuela após a derrubada do presidente Nicolás Maduro. “Detalhamos os planos para vocês. Nós os descrevemos”, estabeleceu Rubio, uma das principais vozes de Trump para a América Latina.
Em paralelo, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou que o governo exerce pressão decisiva sobre as autoridades interinas em Caracas neste período de transição. O que demonstra novamente o escanteamento da oposição venezuelana do processo estabelecido no país desde a deposição de Maduro no último sábado, com a captura do chavista para Nova York, onde vai ser julgado nos próximos meses por narcotráfico.
— Obviamente, neste momento, temos influência máxima sobre as autoridades interinas da Venezuela. Continuamos em estreita coordenação com elas, e suas decisões continuarão sendo ditadas pelos Estados Unidos da América — pontuou Leavitt.
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