Naturatins esteve presente nas aldeias Horotory e Itaro, no município de Pium, em uma ação voltada ao fortalecimento das iniciativas ambientais e ao diálogo com as comunidades indígenas – Foto: Naturatins/Governo do Tocantins file_download
O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), por meio da Regional de Paraíso, esteve presente entre os dias 4 e 5, nas aldeias Horotory e Itaro, no município de Pium, em uma ação voltada ao fortalecimento das iniciativas ambientais e ao diálogo com as comunidades indígenas.
A atividade ocorreu durante uma ação da Prefeitura de Pium. Na oportunidade, o Naturatins contribuiu com a doação de mudas nativas, importantes para a recuperação ambiental e para o fortalecimento das práticas tradicionais de manejo da natureza.
Durante a visita, a equipe também ouviu as demandas da comunidade, realizou visita ao viveiro da Aldeia Itaro, onde a comunidade já iniciou a produção de mudas a partir das sementes doadas pelo Naturatins em parceria com o Instituto Perene, por meio do Projeto Saberes Tradicionais e Sustentabilidade. A iniciativa demonstra o protagonismo da comunidade na preservação e multiplicação das espécies nativas na região.
A equipe do Naturatins também realizou reuniões com caciques das duas aldeias, promovendo uma troca de experiências e fortalecendo o diálogo institucional. Durante a reunião, foi apresentado à equipe um local identificado pela comunidade como berçário natural de tartarugas, o que despertou preocupação quanto às possíveis ameaças ao ambiente, mas também abriu a possibilidade de construção de um futuro projeto de proteção ambiental em parceria com a Aldeia Itaro.
A supervisora da Unidade Regional de Paraíso, Rute Marinho, ressaltou a importância da iniciativa para o fortalecimento das comunidades e para a conservação do Cerrado. “A iniciativa do viveiro demonstra a força do conhecimento tradicional aliado à educação ambiental. O Naturatins tem o compromisso de apoiar ações como essa, que promovem a recuperação de espécies nativas, a proteção da biodiversidade e o protagonismo das comunidades indígenas na preservação de seus territórios”, destacou.
Os indígenas também estão construindo um espaço ao lado do viveiro para o armazenamento de sementes, fortalecendo a organização local para a conservação da biodiversidade. Como próximo passo, está prevista a realização de um curso de coleta e armazenamento de sementes, ampliando o conhecimento técnico e tradicional voltado à preservação das espécies do território.
Para a professora indígena de saberes tradicionais Typyirr, do povo Awa Canoeiro, o viveiro representa um passo importante para a preservação ambiental e cultural. “Precisamos fazer outras pessoas entenderem que devemos cuidar não só da ilha, mas também de outras comunidades e do mundo. Queremos servir de exemplo para outras comunidades, com o plantio e o replantio de árvores nativas, da ilha e de outras regiões, e também resgatar espécies que já estão desaparecendo”, destacou.


