Em discurso em São Petersburgo, Putin disse ainda considerar enviar armas a adversários do países do Ocidente — como fizeram EUA e governos europeus — e afirmou estar certo de sua vitória na Ucrânia.
“Nós venceremos (a guerra na Ucrânia)”, discursou o líder russo, que afirmou que não deve mudar as condições de seu país caso o diálogo para a paz seja retomado.
“Estamos prontos para conversas de paz, mas nas mesmas condições que discutimos nas primeiras negociações (em 2022)”, disse o líder russo. À época, as tentativas para um acordo de paz foram interrompidas, e a Ucrânia disse que só voltaria a dialogar com a Rússia caso o país vizinho mudasse de presidente.
Ele não especificou para onde essas armas poderiam ser enviadas e disse apenas que os destinatários poderiam ser “estados ou mesmo outras entidades legais que enfrentam certa pressão, incluindo militar, daqueles países que enviam armas para a Ucrânia e a incentivam a a usá-las”.

OTAN rebate ameaças da Rússia
A Rússia, que herdou as armas nucleares da União Soviética, possui o maior número de ogivas nucleares do mundo, segundo a Federação dos Cientistas dos EUA, um think tank (instituto de análises políticas) americano (FAS, em inglês). Ogiva é uma arma nuclear “guardada” em uma cápsula para ser colocada na parte cilíndrica de um foguete, míssil ou projétil.
Essa quantidade de ogivas significa, na prática, que a Rússia poderia destruir o mundo “várias vezes”, segundo a agência Reuters.
Putin controla 5.580 ogivas, segundo a Federação dos Cientistas dos EUA.
Destas, 4.380 estão armazenadas para uso em lançadores estratégicos de curta e de longa distância e outras 1.200 estão “aposentadas” – fora do arsenal oficial, mas provavelmente intactas, guardadas em bunkers –, de acordo com a FAS.
Das que estão armazenadas, 1.710 estão posicionadas: são cerca de 870 em mísseis balísticos para lançamento em terra, cerca de 640 para lançamento de submarinos e possivelmente 200 em bases aéreas, diz a Federação dos Cientistas.


