O homem foi encontrado carbonizado dentro de uma casa em Araguaína, no norte do Tocantins, junto com a enteada Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, na quarta-feira (3). No local, foi apreendido um galão com vestígios de gasolina e os corpos foram achados sem roupas na parte inferior. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
De acordo com a sentença, o homicídio no trânsito aconteceu no dia 16 de dezembro de 2007, no setor JK, em Araguaína. Na ocasião, Ivano trabalhava como motorista profissional e, ao conduzir uma carreta, atropelou e matou um homem.
Segundo a perícia, a vítima foi atingida pelo pneu traseiro do veículo e Ivano fugiu do local sem prestar socorro, alegando posteriormente que teve medo de sofrer um linchamento. A condenação do caso saiu em 2025.
Ele foi condenado a dois anos e quatro meses de detenção por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com a pena agravada pela omissão de socorro e pelo exercício da profissão. O g1 não conseguiu contato com o advogado de Ivano neste processo.
Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, e Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, morreram carbonizados em Araguaína — Foto: Reprodução/Instagram Laiane Cardoso/TV Anhanguera
A Justiça determinou que a pena fosse cumprida inicialmente em regime aberto, mas impôs a suspensão da sua CNH pelo mesmo período da condenação. O juiz informou que considerou as agravantes de omissão de socorro e o fato de o crime ter sido cometido durante o exercício da profissão.
Condenado a 35 anos
Ivano voltou investigado pela polícia em novembro de 2009, quando estuprou e asfixiou sua então enteada, Layla Athyla Maranhão Vales, de 19 anos. Conforme a denúncia do Ministério Público, após matar a jovem, Ivano ateou fogo ao corpo dela e à residência da família para tentar ocultar os vestígios da violência sexual e do assassinato.
Segundo informações divulgadas no Diário da Justiça de 2011, após julgamento de apelação ao Tribunal de Justiça do Tocantins, ele confessou que cometeu os crimes de incêndio e homicídio e foi condenado a 35 anos de prisão. No mesmo ano, Ivano tentou fugir da prisão.
A Justiça determinou que a pena fosse cumprida em regime fechado. Por causa dos trabalhos feitos na unidade penal, o padrasto teve redução no período de reclusão, além de conseguir mudar para o regime semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica.
O delegado aposentado Silneyr Deófanes foi responsável pela investigação na época e relembrou o crime. “Ele demonstrava ser uma pessoa fria e sem arrependimento. Um verdadeiro psicopata”, afirmou.
A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça informou que Ivano obteve o benefício do trabalho externo para atuar no setor de vendas, permitindo que ele se deslocasse para todo o território do Tocantins, com o uso da tornozeleira. Conforme o estado, todas as violações registradas no sistema de monitoramento foram notificadas ao Poder Judiciário, responsável pela aplicação de punições (veja nota completa abaixo).
Corpos carbonizados em casa
Corpos estavam sob destroços de móveis e foram localizados com apoio da perícia técnica — Foto: Divulgação/CMBTO
Segundo os bombeiros, os corpos de Ivo e Laiane Cardoso Noleto foram encontrados sem roupas na parte inferior do corpo e carbonizados após uma explosão. O corpo de Ivano foi localizado sobre os destroços de uma cama destruída pelas chamas.
Segundo a Polícia Militar, os dois estavam sem roupas na parte inferior do corpo. No imóvel, também foi encontrado um galão com vestígios de gasolina. De acordo com os investigadores, isso indica uma semelhança com o método utilizado há 17 anos no crime contra Layla.





