Alerta no Tocantins: Resgates de animais silvestres crescem 40% e área urbana concentra a maioria dos incidentes
Dados de 2025 mostram que 70% dos acidentes com animais peçonhentos ocorrem em perímetros urbanos. Chuvas e alagamentos de várzeas empurram serpentes para galerias pluviais das cidades.
O período de chuvas intensas no Tocantins trouxe um alerta para a população: o aumento expressivo na circulação de animais silvestres, especialmente serpentes como a sucuri, em perímetros urbanos.
Dados consolidados de 2025 e os primeiros registros de 2026 confirmam que a invasão desses animais nas cidades não é apenas uma impressão dos moradores, mas uma realidade estatística.
De acordo com o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), por meio do Centro de Fauna (Cefau), houve um aumento de 31% a 40% nos atendimentos a animais silvestres em 2025 em comparação ao ano anterior.
Aumento do número de sucuris vistas perto de propriedades preocupa moradores
Salto nos resgates
De acordo com o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), por meio do Centro de Fauna (Cefau), houve um aumento de 31% a 40% nos atendimentos a animais silvestres em 2025 em comparação ao ano anterior. Ao todo, 683 animais passaram pelo centro no último ano, contra 491 em 2024.
70% dos acidentes são na cidade
Sucuri de 4,5 metros encontrada morta no Parque Cesamar em 2013. A bióloga Karine Bernardo e o sub-inspetor da Guarda Metropolitana de Palmas, Gilberto Ferreira, seguram o animal. — Foto: Valério Zelaya/Ascom
Sucuris em áreas residenciais
Em Palmas, a Guarda Metropolitana Ambiental (GMP) tem intensificado as capturas. Em janeiro de 2026, equipes resgataram animais em áreas próximas ao Hospital Geral de Palmas (HGP) e em tubulações de esgoto no Jardim Bela Vista. A orientação é que a população jamais tente a captura por conta própria.
Causas do fenômeno
O engenheiro agrônomo e observador meteorológico Francismar Rodrigues Gama, de 57 anos, explica que o transbordamento de córregos e o alagamento de várzeas — habitats naturais da sucuri — empurram esses animais para galerias pluviais, que funcionam como “estradas” para o centro das cidades.
“Quando o volume de água aumenta muito, a tendência é que esses animais se desloquem para áreas onde conseguem circular com mais facilidade.” Sucuri com mais de 4 metros é vista em aldeia no Tocantins em 2022 — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
O que fazer?
Não tente capturar ou matar o animal. Ele pode reagir por defesa. Sucuris, embora não possuam veneno, têm mordida forte e agilidade na água.
Telefones de emergência:
Guarda Metropolitana Ambiental (Palmas): 153Corpo de Bombeiros: 193Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA): 190 Ops!


