“O candidato mais adequado, aprovado pela maioria da Assembleia de Peritos do Irã, foi designado”, declarou Mohsen Heydari, representante da província de Khuzestan nesse órgão clerical xiita, segundo a agência de notícias IRNA.
Outro membro do órgão, Mohammad Mehdi Mirbagheri, confirmou em um vídeo divulgado pela agência Fars News Agency que “uma decisão firme, refletindo a posição da maioria, foi tomada”.
O aiatolá escolhido não será apenas o líder político, mas também a principal autoridade do Xiismo, uma corrente minoritária do Islamismo, porém majoritária no Irã e com forte presença em países como Iraque, Síria e Líbano.
O presidente dos Estados Unidos já afirmou que o sucessor de Ali Khamenei seria um dos alvos dos ataques ao país, assim como vários integrantes da hierarquia iraniana que foram mortos.
Até a nomeação de um novo líder, o Conselho de Liderança Iraniano assume a direção do país.
Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, durante o qual foi morto o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Irã lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registrados em Chipre e na Turquia.
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