Uma foto liberada pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) mostra Elon Musk e Mark Zuckerberg participando de um jantar “louco” na Califórnia (EUA) com Jeffrey Epstein sete anos depois de ele ter sido condenado por abuso sexual infantil. Na última semana, o DOJ divulgou milhões de arquivos relacionados ao caso Epstein, com detalhes revelados como:
A imagem, que estava no último lote de documentos divulgado pelo Departamento de Justiça, mostra Musk sentado à mesa com o fundador do Facebook e outros convidados durante o elegante jantar de 2 de agosto de 2015, do qual Epstein se gabava de ter participado.
Além de Musk e Zuckerberg, Epstein afirmou em dois e-mails separados que a lista de convidados incluía outros nomes importantes como o cofundador do PayPal, Peter Thiel, e o cofundador do LinkedIn, Reid Hoffman.
A primeira menção à festa apareceu em um e-mail entre Epstein e o controverso colaborador da CBS News Peter Attia, no qual o financista se gabava do jantar que aconteceria em breve.
“Onde você está? Talvez eu esteja em Los Angeles na segunda-feira, em Burbank para dar uma olhada no interior do outro BBJ, jantar hoje à noite com Musk, Thiel e Zuckerberg”, escreveu Epstein.
“Parece um jantar incrível”, respondeu Attia.
Esptein mencionou o jantar novamente em um e-mail de 20 de agosto de 2015 para o bilionário Tom Pritzker, primo do governador de Illinois, JB Pritzker.
“Jantei com zuckerburg, mu=k, thiel hoffman, louco”, escreveu o financista, que não revelou o que aconteceu no jantar, noticiado pela primeira vez pela “Vanity Fair” em 2019.
A publicação afirmou que Hoffman, um ex-executivo do PayPal, ofereceu o jantar em Palo Alto, Califórnia, para o neurocientista do MIT Ed Boyden.
Bilionário Jeffrey Epstein na época da prisão, em 2019 — Foto: The New York State Sex Offender Registry para a AFP Um porta-voz da Meta disse na época que o jantar não foi organizado por Epstein e que Zuckerberg apenas o encontrou rapidamente, acrescentando que o fundador do Facebook nunca mais falou com magnata, encontrado morto em cadeia de Nova York, em 2019, depois do jantar.
A “Vanity Fair” noticiou que Musk teria apresentado Zuckerberg a Epstein no jantar – uma alegação que Musk negou em um e-mail enviado à publicação:
“Não me lembro de ter apresentado Epstein a ninguém, pois não o conheço bem o suficiente para isso. Epstein é obviamente um crápula e Zuckerberg não é meu amigo.”
“Nunca estive em nenhuma festa de Epstein e já pedi diversas vezes a punição daqueles que cometeram crimes com ele”, escreveu Musk no X.
Hoffman também negou qualquer irregularidade, mas disse se arrepender de sua associação com Epstein.
Em 2008, Epstein foi condenado em tribunal estadual da Flórida após se declarar culpado de duas acusações de crimes sexuais: solicitação de prostituição envolvendo uma vítima adulta e solicitação de prostituição com menor de 18 anos, com aliciamento de uma adolescente de 14 anos.
A condenação foi resultado de um polêmico acordo com promotores federais, o que permitiu que ele evitasse acusações federais muito mais graves por tráfico sexual de menores. Como parte da sentença, Epstein cumpriu quase 13 meses em prisão de segurança mínima em Palm Beach, com o privilégio de “liberação para trabalho”, que o permitia passar até 12 horas por dia em seu escritório antes de retornar à cela à noite. Além disso, ele foi registrado como criminoso sexual.
Apesar da condenação, o financista manteve contato com vários figurões da política, dos negócios e das artes de dentro e fora dos EUA. Muitos continuaram a visitar suas propriedades.


