‘Coloquei a nota por acaso’, diz jovem que passou em medicina na federal e achou que fosse sonho
Jovem pensou em fazer farmácia, mas decidiu tentar para medicina na inscrição do Sisu.
Fernando Abreu Miranda, de 17 anos, tinha outros planos antes de ser aprovado em medicina na Universidade Federal do Tocantins (UFT).
O jovem ia cursar farmácia, mas nas inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) decidiu tentar medicina.
O estudante mora em Itaporã e viu o resultado de madrugada, após uma queda de energia durante uma chuva forte.
Fernando Abreu Miranda foi aprovado em medicina na UFT — Foto: Arquivo Pessoal/Fernando Miranda
“Coloquei minha nota por acaso, nem pensava que eu iria conseguir passar”, confessou. O estudante mora em Itaporã e viu o resultado de madrugada, após uma queda de energia durante uma chuva forte. Quando percebeu que a luz voltou, decidiu verificar a lista do Sisu e se surpreendeu com a aprovação.
“Aí acordei de madrugada e vi que a energia tinha voltado. Então falei: ‘Vou olhar, né, se saiu o resultado’, e olhei. Vi lá que tinha sido chamado na chamada regular do Sisu. Fui conferir e foi quando pensei: ‘Devo estar sonhando’, e dormi de novo. Quando acordei, estava realmente lá, chamado”, contou em entrevista à TV Anhanguera.
Jovem de 17 anos aprovado em Medicina na UFT achou que estava sonhando ao ver o resultado
Como a cidade onde Fernando mora fica a cerca de 250 km de Palmas, o jovem pretende se mudar para a capital e iniciar a graduação de medicina.
“Está sendo um pouco difícil deixar tudo para trás para morar em uma cidade grande e deixar a família e amigos, toda essa vida que foi construída. Mas está dando certo, pois tenho família por lá”. Trabalho e estudos
Fernando Abreu precisou conciliar uma rotina de estudos intensa com o trabalho braçal ao lado pai, além das viagens intermunicipais de casa para a escola, saindo de Itaporã a Colinas do Tocantins. O estudante percorria diariamente cerca de 20 km para cursar o ensino médio em um colégio militar.
“Minha rotina de estudos era ótima. Eu ficava sempre estudando nas horas vagas e tinha uma rotina bem organizada. Às vezes eu tinha que mudar alguma coisa, ir trabalhar e tinha que estudar de noite. Depois de um tempo, passei a estudar na parte da manhã e de noite também”, explicou.
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