Cerca de 40 alunos do 1º e do 3º ano da Escola Estadual Frederico José Pereira Neto, na região central da capital, participaram, na tarde desta terça-feira, 10, de um bate-papo educativo promovido pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). A ação integra o projeto “Anjos da Guarda”, iniciativa do Núcleo de Gênero (Nugen) que busca orientar jovens sobre a prevenção da violência contra a mulher e promover relações baseadas no respeito e na igualdade.
Durante o encontro, os estudantes receberam informações sobre os diferentes tipos de violência doméstica e familiar, bem como sobre as principais legislações e medidas protetivas existentes para garantir a segurança das mulheres. O diálogo foi conduzido pela psicopedagoga do Nugen, Leila Lopes, com o apoio da servidora Bruna Resplandes Junqueira.
Na oportunidade, Leila apresentou aos alunos a história de Maria da Penha, que deu origem à Lei nº 11.340/2006, considerada um marco no combate à violência doméstica no Brasil. A psicopedagoga também explicou as características e os tipos de violência, seja física, psicológica, moral, sexual e patrimonial, e chamou a atenção dos jovens para comportamentos e atitudes que podem indicar relações abusivas ainda na adolescência.
A proposta do projeto é promover reflexão e conscientização desde cedo e, assim, incentivar que os jovens reconheçam sinais de violência e construam relações mais saudáveis ao longo da vida.
Para o estudante Pedro Henrique Fernandes Aires Gomes, de 17 anos, a atividade contribui para ampliar o entendimento sobre o tema e reforçar a importância do respeito nas relações.
“Eu acho que é muito importante para a conscientização desde antes da maioridade sobre a violência contra as mulheres, que é um assunto muito delicado, principalmente no Brasil”, afirmou.
Pedro também destacou que o conhecimento adquirido pode ajudar os jovens a reconhecer situações de relacionamentos prejudiciais. “Muitos relacionamentos, antes mesmo da maioridade, já não são saudáveis. Já são tóxicos”, observou.
O projeto “Anjos da Guarda” integra as ações educativas do Ministério Público voltadas à prevenção da violência doméstica e promove espaços de diálogo nas escolas, com o objetivo de formar jovens mais conscientes e comprometidos com a construção de uma sociedade baseada no respeito e na igualdade de direitos.
Texto: Lidiane Moreira/Dicom MPTO
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