Há 32 anos, os EUA ainda tentavam convencer público a assistir futebol. Agora, final da Copa terá show de intervalo e ingressos vendidos por mais de US$ 10 mil
Jogadores comemoram com Zagallo a vitória da Copa de 1994 — Foto: Ivo Gonzalez/Agência O Globo Os ingressos mais caros para a final da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, vencida pelo Brasil eram vendidos por US$ 475. Trinta e dois anos depois, o valor de um bilhete para o último jogo do Mundial de 2026 — que começa nesta quinta-feira (dia 11) — subiu pouco mais de 2.000%. Neste ano, os bilhetes para a decisão no MetLife Stadium, em Nova Jersey, estão sendo vendidos por mais de US$ 10 mil, isto é, mais de 20 vezes o valor de quem viu o Brasil erguer a taça no Rose Bowl em Pasadena, na Região Metropolitana de Los Angeles, na Califórnia.
Mas havia uma razão para os preços serem muito mais baixos. Há mais de 30 anos, as perspectivas para o torneio estavam longe de ser certas.
Futebol não era conhecido nos EUA
Os EUA, acostumados ao status de superpotência em praticamente tudo, eram, na melhor das hipóteses, um coadjuvante no futebol masculino de seleções. O país sequer tinha uma liga nacional de futebol estruturada.
A antiga North American Soccer League havia encerrado suas atividades após a temporada de 1984, e a Major League Soccer só começou a operar dois anos depois daquela Copa do Mundo, que foi vencida pelo Brasil.
— Não tínhamos certeza de quão bem-sucedido seria o evento, mas sabíamos que os americanos adoram um grande espetáculo — disse Alan Rothenberg, presidente do comitê organizador e diretor-executivo do torneio de 1994.
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