Infância e Juventude
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10/09/2026
Prevenção ao cyberbulling, consentimento, relacionamentos abusivos e segurança no ambiente virtual foram temas de mais uma edição do projeto Anjos da Guarda, promovido pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio do Núcleo de Gênero (Nugen). A atividade foi realizada no dia 3 de setembro com aproximadamente 80 estudantes do ensino médio da Escola Estadual Márcia Barbosa Castro, em Palmas.
O debate abordou situações presentes no cotidiano dos adolescentes para ajudá-los a reconhecer comportamentos que podem caracterizar controle e violência nas relações. Exigir constantemente a localização do parceiro, pedir senhas do celular e tentar afastá-lo de amigos foram alguns dos exemplos apresentados aos estudantes como sinais de alerta.
A exposição de imagens sem autorização, as humilhações, o preconceito e as agressões praticadas ou compartilhadas pela internet também fizeram parte da discussão, com orientações sobre prevenção, respeito aos limites do outro e formas seguras de buscar ajuda.
A atividade foi conduzida pelas integrantes do Nugen, Bruna Resplandes Junqueira e Leila Lopes que utilizaram exemplos e situações do cotidiano para aproximar os conteúdos da realidade dos estudantes e estimular o diálogo.
Os jovens também receberam orientações sobre como agir quando um amigo ou colega relata que está vivendo uma situação de violência, ameaça ou medo. “Ouvir sem julgamentos, levar o relato a sério, oferecer apoio e orientar a busca por ajuda estão entre as principais recomendações”, destaca Leila que é psicopedagoga e mestra em Educação.
Danos no ambiente virtual
O cyberbullying recebeu atenção especial por permitir que ofensas, constrangimentos e perseguições ultrapassem o ambiente escolar e se espalhem rapidamente pelas redes sociais e aplicativos de mensagens, ampliando a exposição e os danos causados à vítima.
Os estudantes foram orientados sobre a responsabilidade de cada pessoa na prevenção desse tipo de violência. Não compartilhar conteúdos íntimos, não reproduzir ou apoiar publicações humilhantes e não contribuir para a exposição de outras pessoas foram algumas das condutas destacadas no encontro.
A atividade também reforçou que a violência não se limita às agressões físicas. Palavras, ameaças, constrangimentos e exposições no ambiente digital também podem causar danos e exigir atenção e intervenção. Também foi destacada a importância de preservar mensagens, imagens e outros registros que possam servir como evidências para denúncias.
Consentimento e respeito aos limites
Outro ponto abordado foi a importância do consentimento e do respeito aos limites estabelecidos pelo outro nas relações. Os estudantes receberam orientações de que o consentimento deve ser claro e livre, sem pressão ou insistência, e pode ser retirado a qualquer momento. Uma manifestação negativa ou de desconforto deve ser respeitada.Também foi discutido o papel de quem presencia uma situação de violência. Filmar, compartilhar, rir ou incentivar uma agressão pode contribuir para ampliar seus efeitos. A orientação aos jovens foi não reforçar esse comportamento, oferecer apoio à pessoa agredida e buscar ajuda de um adulto ou dos serviços de proteção quando necessário.
Rede de proteção
O projeto Anjos da Guarda integra as iniciativas do Núcleo de Gênero (Nugen) do Ministério Público do Tocantins (MPTO), coordenado pela promotora de Justiça Flávia Rodrigues Cunha. A iniciativa percorre o ambiente escolar com ações voltadas à prevenção das violências e à ampliação do acesso de crianças e adolescentes a informações sobre direitos, formas de proteção e identificação de situações de risco.
O projeto também busca fortalecer o diálogo com a comunidade escolar e orientar os estudantes sobre os caminhos seguros para pedir ajuda ou comunicar situações de violência, seja por meio da escola, de familiares, dos serviços que integram a rede de proteção ou diretamente ao Ministério Público.
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