A articulação para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o ex-secretário estadual da Educação, Fábio Vaz, ganhou força nos últimos dias na Assembleia Legislativa do Tocantins.
O movimento, que inicialmente era tratado nos bastidores, passou a contar com maior adesão de deputados estaduais, envolvendo tanto parlamentares da oposição quanto integrantes da base governista. A mobilização indica um cenário de crescente insatisfação dentro da Casa com a gestão de Vaz à frente da Secretaria de Educação (Seduc).
Entre os pontos que motivam a possível CPI estão questionamentos sobre contratos administrativos, suspeitas de irregularidades em processos de prestação de serviços, além de denúncias relacionadas ao uso da estrutura da pasta para fins políticos. Esses elementos têm sido citados por deputados como justificativa para aprofundar as investigações.
O tema também começou a ganhar repercussão no plenário, com manifestações mais incisivas de parlamentares que cobram esclarecimentos sobre decisões adotadas durante a gestão do ex-secretário. O endurecimento do discurso contribuiu para acelerar a coleta de assinaturas necessárias à instalação da comissão.
Nos bastidores, a avaliação é de que o avanço da articulação reflete um desgaste político acumulado e uma convergência rara entre diferentes grupos dentro da Assembleia. Esse cenário tem sido determinante para impulsionar a proposta de investigação.
Caso seja oficialmente instalada, a CPI terá poderes para convocar testemunhas, requisitar documentos e aprofundar a apuração sobre a condução da política educacional no estado durante a gestão de Fábio Vaz.
Apesar do avanço do movimento, a comissão ainda depende do cumprimento das exigências regimentais, como o número mínimo de assinaturas.
Espaço aberto para manifestação do ex-secretário sobre as acusações e a possível investigação.





