Mulher marroquina comprou documento e admitiu intenção de imigrar para país europeu
O caso foi registrado na 37ª DP — Foto: Reprodução de vídeo Policiais civis da 37ª DP (Ilha do Governador) prenderam, na noite de sexta-feira (10), uma mulher marroquina que utilizava um passaporte francês falso no Brasil. Os agentes chegaram a ela após denúncias de que uma suposta turista francesa estaria em situação irregular no país.
Coordenados pelo delegado Felipe Santoro (37ª DP), os policiais realizaram diligências em um hotel na Ilha do Governador. Encontrada, a mulher afirmou ter dupla nacionalidade e apresentou aos agentes dois passaportes — um marroquino e outro francês. Mas a veracidade do segundo foi negada por Órgãos Franceses, imediatamente contactados.
A mulher recebeu voz de prisão em flagrante. Em depoimento, ela alegou ter pago 3 mil euros pelo documento em São Paulo, após ser convencida por um estrangeiro de que era legítimo e amplamente utilizado para entrada na Europa. A promessa era simples: “todo mundo faz assim e não dá problema”.
O objetivo da mulher era imigrar para a França, mas segundo a mesma, nenhuma viagem chegou a ser feita com o passaporte.
Esquema internacional em investigação
Segundo o delegado Felipe Santoro (37ª DP), o uso de documentos falsos está frequentemente ligado a esquemas internacionais de migração ilegal e até tráfico humano, envolvendo redes criminosas altamente estruturadas que lucram com a vulnerabilidade de estrangeiros.
A prisão desta mulher, diz ele, acende um alerta para a atuação dessas organizações no Brasil como local de passagem para migração ilegal. As investigações continuam para identificar e responsabilizar as pessoas envolvidas no esquema criminoso de venda de passaportes falsificados.
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