As principais investigações da PF que atingem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contam com delação premiada. Os inquéritos relacionados às joias do ex-presidente, sua caderneta de vacinação e a tentativa de golpe em 2022 contam com as informações fornecidas pela delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que fechou o acordo após passar cinco meses preso no ano passado.
(A delação premiada) É importantíssima, é uma ferramenta e vejo que a gente tem utilizado este instrumento como ele sempre deveria ter sido utilizado, como meio de busca e obtenção de provas.
Andrei Passos Rodrigues, diretor-geral da PF
Nos respeitamos absolutamente o processo legislativo. (…) Acho que o parlamento é o foro adequado pra discussão para que a gente tenha uma legislação adequada e tenhamos o enfrentamento ao crime organizado.
Andrei Passos Rodrigues, diretor-geral da PF
Proposta desenterrada após 8 anos
O projeto foi apresentado em 2016 pelo PT e retomado agora por bolsonaristas. De autoria do então deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), a proposta foi apresentada como uma resposta aos avanços da Operação Lava Jato na época, que atingia principalmente políticos do PT e de partidos do centrão. A votação da proposta porém, acabou não avançando na casa.
Ela voltou a tramitar recentemente, após mobilização de parlamentares do centrão e da bancada bolsonarista com apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). A expectativa é que Lira paute entre hoje e amanhã a votação de um requerimento para o projeto tramitar em regime de urgência.


