A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, se opõe abertamente, enquanto o Ibama negou no ano passado a concessão de uma licença à Petrobras para realizar perfurações exploratórias de petróleo na área, alegando que os estudos necessários não haviam sido apresentados.
Apesar da negativa, a nova presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que assumiu o cargo no mês passado, indicou em sua primeira coletiva de imprensa que desejava “acelerar” a exploração de novas reservas, incluindo a região próxima à foz do rio Amazonas.
Ambientalistas apontam uma contradição em Lula continuar defendendo a exploração de combustíveis fósseis enquanto busca se destacar como uma figura proeminente na luta contra as mudanças climáticas, tendo conseguido reduzir pela metade o desmatamento na Amazônia no ano passado.
O Brasil sediará no próximo ano a Conferência da ONU sobre o clima, a COP30, em Belém, cidade da Amazônia brasileira.
“A COP30 será um evento determinante para o planeta. Sem o esforço de todos, conforme suas responsabilidades e capacidades, o aquecimento global poderá atingir níveis catastróficos “, observou Lula nesta quarta-feira, lembrando as enchentes históricas que devastaram o Rio Grande do Sul no mês passado.
“Não há negacionismo capaz de refutar a tragédia que se abateu sobre nossos irmãos gaúchos”, afirmou.





