Antônio Gomes da Silva Neto foi beneficiado por liberdade provisória concedida por Alexandre de Moraes, que também soltou Márcio Canella
Arma apreendida durante Operação Unha e Carne — Foto: Divulgação/PF O policial militar Antônio Gomes da Silva Neto deixou a Unidade Prisional da Polícia Militar (UPPM) no sábado (11), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. O agente foi preso em flagrante durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga uma organização suspeita de usar postos de combustíveis para lavagem de dinheiro.
A liberdade provisória também foi concedida ao ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, que deixou o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, por volta das 18h30 do mesmo dia. Os dois terão que usar tornozeleira eletrônica, cumprir recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, entregar os passaportes e ficam impedidos de manter eventuais registros ou autorizações relacionados a armas de fogo.
Na decisão, Moraes determinou ainda que a Polícia Militar do Rio esclareça, em até cinco dias, a origem de duas armas da corporação apreendidas durante a operação, entre elas um fuzil calibre 5,56 encontrado no veículo de Canella. O ministro afirmou haver dúvidas sobre a regularidade da posse dos armamentos e sobre a atuação dos policiais militares envolvidos na segurança dos investigados.
Segundo Moraes, a defesa não teria esclarecido completamente as circunstâncias envolvendo os armamentos. Sobre Silva Neto, o ministro destacou dúvidas “sobre a legalidade do exercício das funções de ‘segurança’, inclusive com a utilização de armamento da corporação”.
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