Após contrato emergencial de R$ 196 milhões, empresa vence licitação de R$ 4 bilhões do transporte público de Palmas
A Concessão de R$ 4 bilhões é o valor estimado para toda a duração dos 20 anos de contrato com a Prefeitura de Palmas.
A Prefeitura de Palmas homologou, nesta quinta-feira (12), a licitação do transporte público coletivo da capital.
A vencedora foi a empresa Sancetur (Santa Cecília Turismo Ltda), que já operava o serviço por contrato direto.
Com uma proposta de R$ 13 por quilômetro rodado, o contrato de R$ 4 bilhões prevê que a concessionária cuide da operação, manutenção da frota e implantação de novas tecnologias.
A empresa já atuava na cidade desde abril de 2025, quando a prefeitura dispensou licitação para contratá-la diretamente.
Empresa que já opera transporte público de Palmas vence licitação bilionária da Prefeitura
Além da licitação, a gestão municipal publicou a Medida Provisória nº 3, que extingue a Agência de Transporte Coletivo de Palmas (ATCP). No lugar da autarquia, foi criada a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte Público, que assume todos os contratos vigentes. O objetivo da reforma é centralizar a gestão e agilizar a mudança para o novo modelo de concessão.
Transporte coletivo de Palmas — Foto: Lia Mara/Secom Palmas
Para dar segurança financeira ao negócio, a prefeitura mudou as regras do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI-Palmas). Agora, o município pode usar recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como garantia de pagamento à empresa. A medida tenta evitar calotes e garantir um dos maiores investimentos da história da cidade.
A Sancetur venceu por apresentar o menor valor por quilômetro rodado entre os concorrentes. A nova secretaria será responsável por fiscalizar o serviço e monitorar se as metas do contrato estão sendo cumpridas.
O sistema deve começar com cerca de 200 veículos. Além de operar os ônibus, a empresa deve garantir a manutenção dos veículos e instalar sistemas de acessibilidade.
A nova concessão exige tecnologias como bilhetagem eletrônica, monitoramento por GPS e informações em tempo real para os passageiros. O custo anual da operação é estimado em R$ 205 milhões.
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