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11/04/2026
A transformação digital do Ministério Público do Tocantins (MPTO) agora tem nome, direção e propósito. O programa “MPTO + Digital” foi lançado nesta sexta-feira, 10, em Palmas, e integra ferramentas de inteligência artificial (IA) e automação para otimizar o trabalho interno da instituição. O objetivo é garantir respostas mais rápidas às demandas da sociedade.
Na avaliação do procurador-geral de Justiça, Abel Andrade Leal Júnior, o lançamento marca o início de uma nova etapa na atuação institucional. “A partir de hoje, teremos um Ministério Público mais automatizado em rotinas repetitivas, para que possamos priorizar outras frentes em prol da coletividade. Isso traz mais celeridade, mais segurança aos processos e mais tempo para que membros e servidores se dediquem às decisões e ao atendimento à população”, afirmou.
Presente no evento, o promotor de Justiça Paulo Sérgio Ferreira de Almeida, que atua em Araguatins, no Bico do Papagaio, destacou que o uso da tecnologia deve ajudar a superar limitações de tempo. Segundo ele, para exercer plenamente a função, o “promotor vai onde o povo está”.
O promotor cita como exemplo visitas realizadas em povoados distantes, como o Povoado Ronca, na zona rural de São Bento do Tocantins, onde a presença do Ministério Público é essencial para fiscalizar escolas, unidades de saúde e estradas.
“Essas ferramentas vão fazer parte do meu trabalho. Vou ter o tempo que preciso para visitar um hospital, uma escola, inspecionar uma ponte caída”, pontuou. Para ele, a tecnologia permite que o atendimento seja formalizado e documentos sejam gerados ainda no local da visita, agilizando a solução dos problemas.
Eficiência e segurança jurídica
O uso de ferramentas como a Maia, uma das IAs apresentadas durante o evento, que auxilia na análise de processos, foi testado por procuradores de Justiça do Ministério Público para garantir a qualidade técnica das peças jurídicas. O procurador de Justiça Miguel Batista de Siqueira Filho enfatiza que os ganhos se dividem em três pilares fundamentais: ganho de tempo, segurança da informação e restrição de alucinações da inteligência artificial.
De acordo com ele, a tecnologia permite analisar grandes volumes de dados de forma mais rápida, sem os riscos de vazamento de informações sensíveis, já que os dados permanecem dentro do ambiente institucional.
Miguel Batista explica ainda que a ferramenta torna o órgão mais “resolutivo e eficiente”, termos que definem a capacidade de entregar resultados concretos ao cidadão. “Ela pode se tornar melhor na medida que você primeiro, vai entregar mais rápido, segundo vai entregar com segurança e em terceiro lugar com uma qualidade melhor”, afirmou.
“A tendência é entregar mais rápido, com mais segurança e com melhor qualidade”, afirmou
Texto: Geraldo Neto – Dicom MPTO
Edição: Daianne Fernandes – Dicom MPTO
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