O petróleo recuou após Estados Unidos e Irã fecharem acordo de paz para encerrar guerra no Oriente Médio, abrindo caminho para a possível reabertura do Estreito de Ormuz. O Brent para entrega em agosto caiu 3,4%, para US$ 84,32 por barril, após ter encerrado a semana anterior no menor nível em mais de três meses. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate) era negociado a US$ 81,46, com queda de 4%.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em publicações nas redes sociais que autorizaria a “reabertura sem pedágio” do Estreito de Ormuz e também o fim do bloqueio imposto à República Islâmica. Segundo ele, a passagem será reaberta quando o acordo for assinado na sexta-feira.
“Navios do mundo, liguem seus motores”, escreveu Trump. “Deixem o petróleo fluir!”, acrescentou.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, confirmou que um acordo foi alcançado e disse que o texto será divulgado após a cerimônia de assinatura, prevista para ocorrer na Suíça.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que “certamente” pretende participar da cerimônia e que também existe a possibilidade de Trump comparecer.
Mercados globais
Os mercados globais de energia vêm sendo fortemente impactados pela guerra desde o início do conflito, no fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã com o objetivo de conter seu programa nuclear.
A resposta de Teerã incluiu ataques em diversas áreas do Golfo Pérsico e o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde, em tempos de normalidade, transitava cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente. Paralelamente, forças americanas também impuseram um bloqueio a embarcações ligadas ao Irã.
Após dispararem no início da guerra, os preços do petróleo perderam força nas últimas semanas diante dos sinais de aproximação entre Washington e Teerã e de indícios de retomada parcial dos fluxos de petróleo pelo estreito.
Além disso, países desenvolvidos recorreram às suas reservas estratégicas de petróleo, enquanto grandes importadores, especialmente a China, reduziram suas compras.
Obstáculos
Embora o acordo represente um importante alívio para os produtores de energia do Golfo, para a indústria global de transporte marítimo e para os consumidores, ainda existem obstáculos para a normalização completa do tráfego em Ormuz.
Entre eles estão a remoção de minas navais e a definição das novas exigências do Irã para o controle das embarcações que atravessam a região.
Os contratos futuros de gás natural na Europa também registraram forte queda, chegando a recuar até 5,8%.





