Em carta a juiz, os advogados de defesa do ex-presidente e candidato republicano falam em ‘objetivos de interferência eleitoral descarados’ e reclamam que não há justificativa para ‘pressa’.
Ex-presidente dos EUA, Donald Trump sai do tribunal em Nova York após ser condenado no caso Stormy Daniels. — Foto: Seth Wenig/Pool via REUTERS
A defesa de Trump pediu, nesta quarta-feira (14), em carta ao juiz que cuida do caso, para que ele seja adiado para depois da eleição presidencial, em novembro, argumentando que a data atual da sentença, 18 de setembro, favorece o que eles chamaram de “objetivos descarados de interferência eleitoral” dos promotores.
“Esse momento ilustra o quão irracional é ter a possibilidade de apenas um único dia entre uma decisão sobre questões de imunidade presidencial de primeira impressão e uma sentença sem precedentes e injustificada. Finalmente, deixando de lado objetivos de interferência eleitoral descarados, não há razão contrária válida para que o Tribunal mantenha a data atual da sentença no calendário. Não há base para continuar a pressa”, escreveram os advogados de defesa na carta, que se tornou pública nesta quinta (15).
Carta de advogados de Trump pedindo adiamento do anúncio da sentença — Foto: REUTERS
O pedido de Trump por um adiamento acontece um dia após o juiz ter criticado duramente os advogados de defesa por levantarem “alegações imprecisas e infundadas” em uma moção apresentada para que ele se recusasse a seguir no caso com base em um suposto conflito de interesses envolvendo sua filha e a vice-presidente, Kamala Harris. Merchan negou a moção.


