A luta pela transferência de Kauan começou em 2024, quando Laise pediu o Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Kauan nasceu com malformação congênita no coração e precisa de uma cirurgia de Fontan, que é considerada de grande porte. Ele já havia passado por dois procedimentos no Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, em São Paulo, e precisa de uma terceira cirurgia.
Em julho de 2025, a Justiça determinou que o Estado transferisse a criança para SP, por meio de UTI aérea, com direito a um acompanhante e ao custeio da estadia. Nada aconteceu e, um ano depois, a Justiça expediu uma nova decisão, bloqueando o valor necessário para a realização da cirurgia.
Laise Sousa se acorrentou em frente ao HGP para conseguir transferir filho para hospital de SP — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Após o bloqueio, a UTI Pediátrica do HGP emitiu um relatório solicitando que Kauan fosse transferido com urgência. “Aponta a necessidade de exames bem específicos e complexos onde é a origem do tratamento dele, em São José do Rio Preto”, explicou a mãe.
Mãe se acorrenta para ajudar filho
Laise se acorrentou ao portão do Hospital Geral de Palmas no dia 9 de setembro de 2026 para conseguir o tratamento de Kauan. No mesmo dia, ela deixou o local e se acorrentou em frente ao Ministério Público. O órgão informou que a mãe foi recebida pela equipe de Assistência Social e de Atendimento ao Cidadão e que o MP atua no processo judicial sobre a assistência à saúde de Kauan, ajuizado pela Defensoria Pública.
No ocasião, a Secretaria Estadual de Saúde informou que o paciente foi acompanhado no Hospital Municipal de Araguaína e que, após as avaliações médicas, foi apontado que a cirurgia de Fontan seria contraindicada nesse caso, devido às condições da criança, que apresentava comprometimento dos acessos vasculares e fragilidade clínica.
No último sábado (12), o estado disse que a transferência do paciente já está liberada e aguarda o aceite da unidade de destino, em São Paulo. A SES também informou que a transferência será realizada por UTI aérea, conforme os protocolos de regulação e os critérios de segurança assistencial.





