Relatório aprovado por ampla maioria no Parlamento Europeu cita ataques híbridos, ciberataques, sabotagem e desinformação entre as ameaças enfrentadas pelo bloco e defende novas medidas para proteger eleições, instituições e meios de comunicação
© Lusa
O Parlamento Europeu apontou a Rússia como a principal ameaça externa à União Europeia em um relatório aprovado nesta terça-feira durante sessão plenária.
O documento reúne as conclusões da Comissão Especial sobre o Escudo Europeu da Democracia e apresenta recomendações para reforçar a proteção das instituições do bloco contra interferências estrangeiras.
O texto recebeu 420 votos favoráveis, 220 contrários e 26 abstenções.
Entre as medidas apoiadas pelos eurodeputados está a criação do Centro Europeu da Resiliência Democrática, iniciativa que pretende coordenar redes e estruturas já existentes destinadas à prevenção, detecção, análise e resposta a ameaças no ambiente de informação.
O objetivo, segundo o Parlamento Europeu, é evitar a fragmentação dos esforços entre os países do bloco e reduzir a duplicação de estruturas e iniciativas.
Os parlamentares defendem que a participação no centro seja obrigatória para todos os Estados-membros e que haja controle parlamentar sobre suas atividades.
Relatório cita ataques híbridos da Rússia
O Parlamento Europeu destacou os ataques híbridos atribuídos à Rússia contra infraestruturas críticas, incluindo ciberataques, atos de sabotagem, incêndios criminosos, espionagem e interferência de sinais.
O relatório também aponta ameaças provenientes de Belarus, China, Irã e Coreia do Norte.
Os eurodeputados defendem ainda a ampliação das sanções contra pessoas e organizações que facilitem campanhas de desinformação ou ajudem a contornar medidas restritivas já impostas pela União Europeia.
O texto aprovado também trata da proteção da soberania do bloco, da integridade dos processos eleitorais e da liberdade dos meios de comunicação.
As medidas fazem parte dos esforços da União Europeia para reforçar a capacidade de resposta a interferências externas e proteger as instituições democráticas dos países que integram o bloco.
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Folhapress | 17:12 – 14/09/2026
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