A Promotoria acusa o senador de 70 anos, que foi um dos pesos pesados do Partido Democrata, de usar seu poder e influência para “proteger e enriquecer” os dois empresários, e ajudar um terceiro, José Uribe, – que se declarou culpado – e beneficiar o Egito entre 2018 e 2020.
Isso em troca de dinheiro, barras de ouro, o pagamento de uma hipoteca da residência da esposa do senador, a contratação de Nadine Menéndez, cujo sobrenome de solteira era Arslanian, um veículo conversível Mercedes-Benz e outros objetos de valor.
A polícia encontrou na casa do senador e de sua esposa em Nova Jersey 480 mil dólares (R$ 2,46 milhões) escondidos em um cofre, e também em envelopes entre roupas e sapatos, além de 13 barras de ouro.
Segundo a Promotoria, Menéndez proporcionou “informação sensível” do governo dos Estados Unidos ao Egito e “adotou medidas que secretamente” o ajudaram, sobretudo nos âmbitos militar e de inteligência.
Menéndez também teria ajudado Daibes a investir em um fundo ligado ao Catar. O senador o teria apresentado a um membro da família real catari, que também era diretor de uma empresa de investimento desse país do Oriente Médio que não foi identificada.
Quanto a Hana, Menéndez o teria ajudado a conservar o monopólio que lhe fora concedido pelo governo egípcio para a importação de carne ‘halal’, o abate dos animais segundo o rito muçulmano, apesar dos protestos do Departamento de Agricultura americano.


